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Uma visão dos nossos históricos anos sessenta, e um pouco antes.

100 Anos de corridas no Brasil - Veja fotos do evento
Veja mais no site RetrovisorOnline
No Blog do Luis Cezar a história completa dessa prova
  
Clique aqui e conheça um pouco das "Lendas e histórias"  Jornal HP - Entrevistas de 1958 
 

Aniversariantes do mês de agosto

Aldo Costa
17/08/1933

José Fernando Lopes Martins
"Tôco"   -   19/08/1940

Jayme Pistili
28/08/1936

Piero Gancia
30/08/1922

 
Preparadores & Construtores
  BREVE
+ 1


Jorge Lettry


Victor Losacco

Miguel Crispim

Toni Bianco
 Pilotos
BREVE
Emerson Fittipaldi

Aroldo Louzada

Bica Votnamis

Camillo Christofaro

Caetano Damiani

Graziela Fernandes

Nilo de Barros
Vinhaes


Luiz Pereira Bueno


Raphael Gargiulo

Emilio Zambelo

Marinho

Bird Clemente

Jan Balder

Fritz D'Orey

Eduardo Celidonio

Ciro Cayres

Toninho Martins

Al Capone

Amauri Mesquita

Norman Casari

Aguinaldo de Goes

Roberto Gomez

Pedro C. Pereira

Waldemar Santilli

Alfredo Santilli

Ênio Garcia

Domingos Papaleo

Nicola Papaleo

Roberto Gallucci

Aldo Costa

Christian Bino Heins

Villafranca

Salvador Cianciaruso

Luiz A. Margarido

Breno Fornari

Luiz Carlos Valente

Nastromagario

Vitório Andreatta

José Tôco Martins

Eugênio Martins

Zoroastro Avon

Celso L. Barberis

Piero Gancia

Arlindo Aguiar

Jayme Pistili

Bob Sharp

Luiz Valente

Antonio C. Aguiar
Irineu Corrêa - Conheça um pouco sobre esse pioneiro do automobilismo
Vejam os filmes 

Inauguração
de Interlagos
(1940)
Clique e veja um
filme inédito

Fotos e
filmes das
carreteras
roncando
novamente
em 2007!!
(RS)

GP Cidade
de
São Paulo
30/11/1957
Filme
postado no
YouTube
pelo
Rui Pastor


Interlagos
Anos 60
Mais um
filme do
Rui Pastor
no
YouTube

500 Km de
Interlagos
1970
Veja filme
(amador).

Filme da
Prova
Antoninho
Burlamaque
(RS)
em
11/02/1968

 

Circuito
da Gavea
1937

(RJ)

Postado
pelo
Nelson
Pasini

VII GP
Cidade de
São Paulo

1954
Postado por
Nelson
Pasin
i

500 Km de
Interlagos
10/09/1967
Fórmula Vê
Postado por
Nelson
Pasin
i

200 Milhas
de El Pinar
Uruguai

02/02/1964
Postado por
Nelson
Pasini

V GP
Cidade de
São Paulo
Interlagos
1948
Postado por
Nelson
Pasini

Gavea 1937
(mais
completo)

(RJ)
+ 1 Postado
pelo
Nelson
Pasini

Homenagem
ao piloto
Irineu Correa
Gavea 34/35
+ 1 Postado
pelo
Nelson
Pasini

1ª Corrida
de
Gasogênio
(RS) 1943
+ 1 Postado
pelo Nelson
Pasini

VI 500 Quilômetros de Interlagos
07/09/1963
+ 1 Postado
pelo Nelson
Pasini

Breve

+ 1

 

   

 


Pesquisa personalizada
 

Paixão, suor e graxa!
 Automobilismo Pioneiro, por Paulo Roberto Peralta
"E-mail? Clique aqui"
 

                                                                                                                                     

”Bandeira Quadriculada” se propõe a fazer um tributo à todos pilotos dos anos 60, e um pouco antes, que corriam por "amor à arte", abnegados amadores que mesmo sacrificando muitas vezes a família, orçamento, amizades, etc. disputavam memoráveis provas, aqui representados por alguns poucos que mesmo não tendo a projeção de um Chico Landi, Camilo Christófaro ou um Catharino ou Júlio Andreatta, eram muito bons e disputavam largada a largada, curva a curva, freada a freada, a vitória nas provas em que participavam. Ganhavam, perdiam, não importa, participavam.
Alguns dizem: "tempos românticos", eu diria que eram tempos de um idealismo visceral.

Aqui, os fãs do Senna vão saber que já havia automobilismo, e muito bom, antes mesmo dele nascer ou começar a correr. Se não tivessem existido estes, não teria havido condições de surgirem pilotos como Fittipaldi, Piquet e o próprio Senna (só para citar os três mais famosos) além de muitos outros grandes nomes. A grande dedicação e
               24 Horas de Interlagos/60
perseverança desses pilotos é que criou condições para o automobilismo evoluir.

 

No Brasil e na América do Sul as corridas automobilísticas, "oficialmente", tiveram início dia 26 de julho de 1908 com a realização da prova “Circuito de Itapecerica” promovida pelo recém fundado “Automóvel Clube de São Paulo”.
Iniciando no Parque Antártica em São Paulo, indo até o centro de Itapecerica da Serra, retornando e terminando no Parque Antártica perfazendo um total de
75 Km. Sylvio Álvares Penteado venceu a prova com um Fiat 40 hp.


Nas décadas de 30 e 40, com a realização dos “GP Cidade do Rio de Janeiro” no Circuito da Gávea, ou popularmente chamado de “Trampolim do Diabo”, e depois com a inauguração em 12 de março de 1940 
do Autódromo de Interlagos, o primeiro autódromo do Brasil, vieram para cá diversas equipes e pilotos internacionais.
 

Em 1951 realizou-se pela primeira vez na América Latina uma prova 

de longa duração: as “24 Horas de Interlagos Mercedes-Benz”, só 
com carros dessa marca (mod. 170D), à gasolina ou à diesel, 
vencida por Godofredo/Buonacorsa na categoria gasolina e por 
Chico Marques na categoria diesel. A partir daí teve inicio uma fase
  
chamada de
“romântica” no automobilismo brasileiro, eu diria que 
era uma fase de um idealismo fanático, era muita  “paixão, suor e graxa”. Uma época onde imperava o amadorismo, os pilotos 
arcavam com suas próprias despesas, então,
 no Brasil da época, corria quem tinha muito dinheiro ou quem tinha muita paixão,                              Av. Paulista (São Paulo) em 1924
corria-se basicamente em quatro categorias: Turismo, Carreteras,
                     Passando pelo Parque Trianon
Monopostos (
Mecânica Nacional
e Mecânica Continental) e às vezes, com carros esporte, com motores originais ou não, quase sempre juntos com os monopostos, mas com classificação geral e por categorias. Os carros de turismo nacionais só passam a ser usados a partir de 1959, e é nesse ano também que faz sua estréia, nas Mil Milhas, a primeira equipe de competição representando uma fábrica, a Vemag, mas correndo como uma equipe de testes, ainda não uma equipe de competição "oficial de fábrica", a partir de 61 adotou oficialmente o nome Equipe Vemag. Por essa época surgiram também outras equipes de fábrica, FNM (60), Simca (61), Willys (62) e uma nova geração de excelentes pilotos que se destacavam pela ousadia: com carros de 1.000, 2.000cc. desafiavam e às vezes até venciam as poderosas carreteras de 3.000, 4.000, 4.500cc.
 
As Carreteras eram cupês americanos e alguns poucos europeus dos anos 30 a 50, com carroceria modificada, equipados com fortíssimos motores americanos: Corvette, Thunderbird, Cadillac, Studebaker, Ford e outros. Supervelozes nas retas mas terríveis nas curvas, seu ponto fraco eram as suspensões.

                                                                      
Evolução de uma carretera

   José Gimenez/Landi/57    Camillo Cristófaro/Barberis/60             Catharino/Vitório/65                 Hoje: Restaurada no Museu      
Carretera Chevrolet Coupe 1939/Corvette 4.500cc.
Construída em 1957 por Victor Losacco para José Gimenez Lopes com as seguintes especificações:
chassi montado de cabeça para baixo objetivando rebaixar o centro de gravidade, foi instalada uma suspensão dianteira com rodas independentes, um possante motor Corvette preparado que contava com a alimentação de dois carburadores Weber quádruplos, motor este, instalado bem recuado, mais para o centro do carro, com o objetivo de  melhorar a distribuição de peso entre-eixos. Gimenez disputou com ela as Mil Milhas de 57 e 58 em dupla com Chico Landi, e a de 59 com Camillo Christófaro, depois em 60 a vendeu para Camillo que disputou, entre outras provas, as Mil Milhas de 60 e 61 em dupla com Celso Lara Barberis. Depois Camillo a vendeu ao Catharino Andreatta que disputou diversas provas, inclusive sua última Mil Milhas (65) em dupla com o filho Vitório, onde um problema mecânico os tirou da prova, depois foi vendida para José Cury, do Paraná e depois foi vendida para colecionadores e hoje está restaurada no Museu do Automobilismo Brasileiro em Passo Fundo (RS).
Descrição da carretera fornecida pelos irmãos Felipe e Vinicius Losacco. Obrigado à eles.
Clique aqui ou nas fotos e conheça mais detalhes desta carretera.

Os Mecânica Nacional (ou Continental após a disputa do Torneio Triangular Sul-Americano em 1958) eram antigos monopostos europeus, principalmente Maserati, Ferrari, Talbot e Alfa Romeo, comprados de pilotos ou equipes que vinham ao Brasil disputar provas e devido ao alto preço do transporte marítimo, vendiam. Também eram equipados com possantes motores americanos, pois era praticamente impossível conseguir motores ou peças originais. Fico só pensando no sufoco que o pessoal passava para importar uma peça de Corvette dos EUA, imagine então importar uma peça da Europa, e de uma fábrica de carros de corrida (o custo e o prazo).
 
Eram carros híbridos, todos com motor dianteiro e feitos em oficinas não especializadas, não havia especialização, usava-se muito improviso: chassi de um carro, motor de outro, cambio e transmissão de outro ainda, e mesmo assim, geralmente, ganhavam as corridas mais importantes.
Mas considerando as dificuldades da época, os caras eram verdadeiros heróis. Manter carros de fórmula ou
de turismo dos anos 30 correndo no Brasil, na década de 60, com a tecnologia e as dificuldades da época,  e não havendo profissionalismo, tudo era bancado pelo próprio piloto (compra, preparo e manutenção do carro), patrocin
adores eram poucos e geralmente na base do "eu te dou um produto meu (bateria, amortecedor, pneu, etc) e te pago a inscrição, a gasolina, ou o transporte", pessoal de box em geral eram amigos, havia, é claro, os que tinham oficina mecânica e aí levavam seus profissionais, era um verdadeiro ato de heroísmo, era muita “paixão, suor e graxa”.



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