Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
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Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

Página acrescentada em 08 de janeiro de 2005.  Atualizada em setembro de 2020.
 

Antonio Carlos Aguiar
(o "Vitamina")
por Paulo Roberto Peralta

Clique aqui e veja uma entrevista ao vivo com esse ex-piloto, em 2014

2005

Nasceu no bairro da Pompéia em São Paulo (SP) no dia 19 de setembro de 1938, filho de Arlindo Aguiar, um apaixonado que corria de carro na categoria “Adaptados de Corrida”, que mais tarde passaria a ser chamada de Mecânica Nacional, cresceu assistindo as corridas do pai.
Arlindo sempre foi ligado aos automóveis, tinha no bairro da Pompéia em São Paulo, uma oficina mecânica, Planalto, em sociedade com "Pipoca", que tornou-se seu mecânico nas pistas.

Carlinhos Aguiar, o "Vitamina", fez parte de uma geração que corria simplesmente pelo prazer de correr, ainda não existia profissionalismo, só havia muita paixão, suor e graxa, e claro, muita seriedade, afinal o automobilismo sempre foi um esporte de risco, perigoso. Ele é, com certeza, um dos heróis anônimos do automobilismo paulista e brasileiro.
”Vitamina”, apelido que ganhou dos integrantes da equipe pois não ficava sem um “lanchinho”, e como nos boxes não havia onde “reabastecer” o estomago, sempre levava uma caixa com salgadinhos e uma invariável “vitamina” de frutas e os mecânicos brincavam:
“- E aí? Já tomou sua vitamina hoje?” - O apelido não demorou a pegar.

Velhos tempos, belos dias

Começou a correr cedo, iniciou de motocicleta em 1954 aos 16 anos, mas com automóveis começou a correr, oficialmente, em Interlagos fazendo dupla com seu pai na primeira edição da prova “500 Quilômetros de Interlagos” em 1957, com o "Planalto Especial/Ford", carro de seu pai, com 18 anos de idade, uma exceção, o normal nessa época era começarem a correr por volta dos 30 anos, já com a vida feita,.mas como era filho de piloto não teve impedimentos familiares.

Em 1960 correu o “III 500 Quilômetros de Interlagos” dessa vez fazendo dupla com o amigo de seu pai, Luiz Valente em seu “Duchen Especial/Corvette” nº 22, Valente era com quem seu pai corria de carretera a prova "Mil Milhas Brasileiras". Até essa época continuou a correr de motocicletas, geralmente em mais de uma categoria no mesmo dia. Em 1956 foi Campeão Paulista na Categoria 150 cc, quarto colocado na Categoria 250 cc e Vice-Campeão na Categoria 500 cc. e recebeu o titulo de "Melhor Esportista" do Ano" pela Federação Paulista de Motociclismo. Foi Campeão Brasileiro em 1957 na Categoria 500 cc.

Depois do 500 Quilômetros comprou o carro de Valente e participou em 1961 do “III Torneio Sulamericano”, depois da prova fez algumas modificações no carro, mudou o bico do carro e participou do “Circuito de Piracicaba” aonde chegou em 2º lugar, e de carro turismo da “II 24 Horas de Interlagos” a convite de Roberto Gallucci em um FNM/JK:
“- Me lembro que o Gallucci me convidou, afinal eu andava bem. Combinamos tudo, patrocínio que eu conseguisse seria meio a meio. No dia, meia hora antes da largada, ele me apareceu na pista com um monte de papeis, disse que era o contrato para a corrida, e eu tinha tempo para ler tudo aquilo? Queria mais era correr, eu era jovem e ansioso, assinei sem ler. Na corrida íamos bem, mas perto do final o carro quebrou, e nas minhas mãos, e não é que o sacana do Gallucci me fez pagar o conserto? Me levou uma boa grana. Disse que estava naquele contrato que assinei sem ler”.

Correu ainda em 1961 o “IV 500 Quilômetros de Interlagos” fazendo dupla novamente com seu pai, após essa prova participou com o “xará” Antonio Carlos Avallone da “VI Mil Milhas Brasileiras” a bordo da carretera do Avallone, chegaram em 8º lugar.

1960 - III 500 Quilômetros de Interlagos 1961 - Circuito de Piracicaba 1961 - IV 500 Quilômetros de Interlagos 1961 - VI Mil Milhas Brasileiras

Em 1962 participou também de outras provas, "I 12 Horas de Interlagos" em dupla, e "Premio Victor Losacco", a bordo do FNM/JK do Avallone.
Naquele ano o ACESP (Automóvel Clube Estadual de São Paulo) passou a exigir o uso de “Santo Antônio” nos carros de competição, em especial as carreteras. Em abril, antes da realização de uma prova, Camillo se rebelou e liderou um movimento contra, sendo seguido por alguns pilotos, entre eles Carlinhos Aguiar, a confusão foi grande e a corrida suspensa, receberam suspensão por um ano, mas em nível internacional, o que não afetou a carreira deles.

Ainda em abril venceu o “I Mil Quilômetros de Brasília” no circuito Trampolim do Eixo, novamente em dupla com o “xará” Avallone. Uma curiosidade, assim que o carro cruzou a linha de chegada o combustível acabou.
Nessa corrida participou em dois carros FNM/JK, mas no que fazia dupla com Michele Ferreti capotou logo no início da prova, em função do acidente terminou a corrida com um dos braços enfaixado.

Mês seguinte da vitória em Brasília (veja vídeo) estreou na “Equipe Lobo” pilotando uma Ferrari/Corvette, a convite do Camillo Christofaro, mas levando em troca o patrocínio. Fez duas provas ainda nesse ano:
"I Festival Automobilístico do ACESP" e o "V 500 Quilômetros de Interlagos", ambas com a Ferrari/Corvette da equipe de Camillo.

1962 - Premio Victor Losacco 1962 - I Festival Automobilístico do ACESP Alinhando 1962 - I Festival Automobilístico do ACESP Largada 1962  - 500 Quilômetros de Interlagos
Treinos
 
1963 - II 12 Horas de Interlagos

Em 1963 começou bem o ano, venceu ao lado de Camillo Christofaro e Décio D’Agostino a prova “II 12 Horas de Interlagos” a bordo de um FNM/JK. A outra prova foi o "V 500 Quilômetros de Interlagos". Nesse ano só participou de mais uma prova, "I 1600 Quilômetros de Interlagos" em dupla com Camillo Christofaro estreando aquela que se tornaria a lendária carretera n° 18.

1964 - I Premio Roge Ferreira - Alinhado

1964 fez 6 provas pela equipe, a primeira, "Premio Rogê Ferreira", com uma Maserati 300S, 3º lugar.
Uma curiosidade sobre essa prova, ele havia se casado três dias antes.
Em agosto, o "I Mil Quilômetros de Interlagos" em dupla com Camillo com um carro Porsche 356C, mas não foram muito bem. As outras foram com carro da categoria Mecânica Nacional Ferrari/Corvette.
    

1965 - II 6 Horas de Interlagos
Com Antonio Carlos Scavone
Simca Rallye

Na primeira prova que participou em 1965,  “III 12 Horas de Interlagos”, ia correr em dupla com o “Jau” (Pedro Aguera Oliver) no protótipo Simca Tempestade, apelidado de Perereca, da equipe oficial Simca (Quebrou a barra de direção).
“- Sim, eu ia, mas só treinei, na corrida o Jau quebrou e eu nem cheguei a sentar no carro. Não dei nenhuma volta naquele carro esquisito”.

Quase um mês depois correu pela primeira e única vez com um carro Simca, fazendo dupla com Antonio Carlos Scavone na "II 6 Horas de Interlagos", fez depois duas provas com o Mecânica Nacional Ferrari/Corvette com excelentes resultados, e ai fez dupla com Camillo em sua carretera na "VII Mil Milhas Brasileiras", por problemas mecânicos não foram bem, semanas depois conseguiu a vitória na “250 Milhas de Interlagos”, corrida realizada no sentido horário, ao contrário do habitual que é no sentido anti-horário, fazendo dupla com o Camillo na já famosa carretera nº 18.

1965 - Prova III Aniversário APVC

1965 - I Festival Interclubes

1965 - Mil Milhas Brasileiras

1965 - 250 Milhas de Interlagos

1966 fez apenas uma prova, a primeira etapa do Campeonato Paulista com a Ferrari/Corvette da escuderia Lobo, mas apesar de fazer dobradinha, com Camillo em 1º e ele em 2º lugar, foi sua ultima participação com carros da equipe.

1967 novamente apenas uma prova, "IV 12 Horas de Interlagos em dupla e com a carretera de Ayres Bueno Vidal, uma carretera Ford V8, não foram muito bem.

Foi presença de destaque nas provas em que participou e só não se projetou, como outros pilotos, porque não possuía objetivos definidos, fazia automobilismo por hobby, era um dos muitos "feras" do tempo das carreteras, da mecânica nacional, um apaixonado.

Quando não corria trabalhava com o pai, que nessa época já tinha além da oficina uma loja de autopeças na Rua Clélia no bairro da Lapa, chamada "Planalto", negociava também com automóveis.
Camillo Christofaro o considerava um excelente piloto, mas mesmo sendo um piloto rápido e técnico nunca se vinculou à alguma equipe. Se alguém tinha um carro para emprestar ou dividir numa prova longa, ele "sentava a bota".
Trecho de uma revista da época sobre a prova onde mesmo tendo se casado três dias antes participou, “GP Rogê Ferreira”, em Interlagos no dia 08 de março de 1964, quando choveu, e muito:
"Quando as posições estavam começando a se definir, um aguaceiro abateu-se sobre Interlagos, tornando a pista perigosamente escorregadia. Aguiar não deu bola pra chuva, continuou "largando brasa" e garantiu o terceiro lugar. Aguiar foi um às no motociclismo, por isso, cremos, é tão peitudo."

Diz que foi seu por muitos anos o recorde de volta para carreteras em Interlagos, recorde esse estabelecido num treino para a "VI Mil Milhas Brasileiras" em 1961, mas o tempo não foi registrado pela cronometragem oficial, e não sendo oficial não valia. Nunca teve a preocupação de catalogar provas, datas e classificações, tarefa essa realizada por sua esposa Maisa, com quem se casou em 1964, e suas duas filhas..
Participou de muitas corridas de moto, em todas as categorias, e em automóveis participou de todas as categorias da época, correu por dez anos, até 1967 quando parou. Mas retornou em 1971 com uma carretera cedida por Alfredo Santilli, então classificada como Turismo Div. 5 e com “carta branca” para fazer o que fosse melhor em sua opinião.

1971- 250 Milhas de Interlagos 1971 - Copa Brasil - 1ª Etapa 1971 - Copa Brasil - 1ª Etapa
2005 - Loja na Lapa
Participou da "250 Milhas de Interlagos", corrida onde também estava a carretera do Camillo, nenhuma carretera foi bem. Depois participaram da 1ª Etapa da Copa Brasil de 1971, que foi a última corrida com a participação das carreteras, que aliás não foram bem, Camillo não terminou e Aguiar chegou em 14º lugar.

Mas foi sua a última exibição de uma carretera em um evento automobilístico, foi no “Festival de Recordes” em 30 de janeiro de 1972, realizado na Base Aérea de Cumbica (SP), uma competição de arrancada com 500 metros para acelerar, 1 km para cronometragem e 500 metros para desacelerar e frear, com percurso de ida e volta para anular o efeito dos ventos. Aguiar ficou com o 4º lugar na geral e 1º na Div. 5, fez 184,302 Km/h de média.
Foi a ultima participação de uma carretera em provas automobilísticas. Camillo também estava inscrito mas por problemas mecânicos nem largou.


Abandonou as pistas depois dessa prova aos 33 anos e 4 meses, mas continuou ligado aos automóveis com uma loja de autopeças no bairro da Lapa (São Paulo), fechada no final dos anos 2000.


 

Participações em provas (Com a colaboração de Napoleão Ribeiro)

07/09/1957 - I 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Arlindo Aguiar - Planalto Especial nº 45 3.500cc - Mec. Nac. 7º Lugar
09/09/1960 - III 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Luiz Valente -
Duchen Especial/Ford nº 22 4.500cc - Mec. Nac. ND
15/01/1961 - III Torneio Sulamericano - Interlagos/SP -
Duchen Especial/Ford nº 48 4.500cc - 17º na geral ND na MN
14/05/1961 - III Circuito de Piracicaba - Mec. Nac. - Piracicaba/SP -
Duchen Especial/Ford nº 7 4.500cc - 2º Lugar
03/06/1961 - III 24 Horas de Interlagos/SP - Com Roberto Gallucci - FNM/JK 2000 nº 22 1.975cc - 15º na geral e 11º na T+1.3
07/09/1961 - IV 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Arlindo Aguiar - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - 24º na geral e 11º na MN VER FOLHA DE 16/8/61
25/11/1961 - VI Mil Milhas Brasileiras Interlagos/SP - Com Antonio Carlos Avallone - Chevrolet/Corvette nº 58 4.500cc - 8º Lugar
25/01/1962 - I 12 Horas de Interlagos/SP - Com Antonio Carlos Avallone - FNM/JK 2000 nº 58 1.975cc - ND
25/02/1962 - Prêmio Victor Losacco Interlagos/SP - FNM/JK 2000 nº 58 1.975cc - ND
29/04/1962 - I Mil Quilômetros de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - Com Antonio Carlos Avallone - FNM/JK 2000 nº 58 1.975cc - TC 1º Lugar
20/05/1962 - I Festival Automobilístico do ACESP - Mec. Nac. - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - ND
07/09/1962 - V 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - 3º Lugar
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Camillo Christofaro/Décio D'Agostino - FNM/JK 2000 nº 18 1.975cc - T+1.3  1º Lugar
24/11/1963 - I 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Camillo Christofaro - Chevrolet/Corvette nº 18 4.800cc - 6º na geral e 5º na TFL
08/03/1964 - I Prêmio Rogê Ferreira Interlagos/SP - Maserati 300S nº 7 2.989cc - 3º na geral e 2º na Sport
26/04/1964 - I Prêmio Constantino Cury - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.800cc - Mec. Nac. 3º Lugar
05/07/1964 - GP Vitória da Democracia - Mec. Nac. Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.800cc - 5º na geral 3º na MN
15/08/1964 - I Mil Quilômetros de Interlagos/SP - Com Camillo Christofaro - Porsche 356C nº 18 1.582cc - 14º na geral e 3º na GT
27/09/1964 - I 250 Milhas de Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - 12º na geral e 7º na MN
11/10/1964 - I Prêmio John Kennedy Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.436cc - 9º na geral e 4º na MN
23/05/1965 - III 12 Horas de Interlagos/SP -
Com “Jau” Pedro Aguera Oliver - Simca Tempestade 2.550cc nº 62 - PT - AB
20/06/1965 - II 6 Horas de Interlagos/SP - Com Antonio Carlos Scavone - Simca Rallye nº 33 2.550cc - 16º na geral e 5º na T+1.3
25/07/1965 - I Prêmio Aniversário APVC - Mec. Nac. Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - Mec. Nac. 2º Lugar
10/10/1965 - I Festival Interclubes - Mec. Nac. Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - Mec. Nac. 3º Lugar
27/11/1965 - VII Mil Milhas Brasileiras Interlagos/SP - Com Camillo Christofaro - Chevrolet/Corvette nº 18 4.500cc - 33º na geral e 18º na TFL
19/12/1965 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Com Camillo Christofaro - Chevrolet/Corvette nº 18 4.500cc - TFL 1º Lugar
27/02/1966 - Campeonato Paulista - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette nº 7 4.500cc - Mec. Nac. 2º Lugar
19/03/1967 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Com Ayres Bueno Vidal - Ford V-8 nº 1 4.200cc - 23º na geral e 8º na TFL
                                Reformas em Interlagos - 1968/69
15/08/1971 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Santilli/Ford nº 45 - 4.500cc - 7º na geral e 1º na Div.5
07/09/1971 - XII 500 Km de Interlagos/SP - Santilli/Ford nº 45 - 3.769cc - Div.5 AB
11/12/1971 - Copa Brasil - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Santilli/Ford nº 45 - 4.500cc - 14º na geral e 3º na Div.5
30/01/1972 - Festival de Recordes Base Aérea de Cumbica/SP - Santilli/Ford nº 45 - 4.500cc - 4º na geral e 1º na Div.5 (184,302 Km//h)
 


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