Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
Agnaldo de Goes Aldo Costa Alfredo Santilli Amauri Mesquita Antonio C. Aguiar Arlindo Aguiar Aroldo Louzada Bica Votnamis
Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damian Camillo Christofaro Carlos Sgarbi Catharino Andreatta Celso L. Barberis
Christian Bino Heins Ciro Cayres Domingos Papaleo Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambelo Ênio Garcia Eugênio Martins
Francisco Lameirão Fritz D'Orey Graziela Fernandes Haroldo Vaz Lobo Henrique Casini Jan Balder Jaime Pistili Jayme Silva
José Tôco Martins Júlio Andreatta Luiz A. Margarido Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo
Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

Página acrescentada em 04 de maio de 2006  -  Atualizado em janeiro de 2021
 

Eduardo Celidonio
(Eduardo Ribeiro Celidonio)
por Paulo Roberto Peralta

Sem data, anos 2000

Filho de Ruy Celidonio e Dna. Maria Stella Ribeiro Celidonio, nasceu , no bairro da Vila Clementino em São Paulo no dia 04 de maio de 1943. O pai, empresário, tinha uma corretora de câmbio e valores mobiliários em São Paulo e uma fazenda de café em Maringá no Paraná.

Morou na Rua Borges Lagoa na Vila Clementino e estudou no Liceu Pasteur, tradicional escola paulistana, adolescente ainda já trabalhava com o pai na corretora e com ele aprendeu a guiar aos 13 anos, com 14 já dava umas escapadinhas com o carro do pai, às escondidas é claro.

Eduardo fazia parte de uma turma de apaixonados por automobilismo que foram todos trabalhar como bandeirinha na APVC (Associação Paulista de Volantes de Competição) para poder ver os carros de perto, tinha 16 anos. Mecânica, aprendeu com os amigos mais velhos que também gostavam de corridas e tinham carro, então vendo e ajudando a desmontar e montar foi aprendendo.

1962 - Prêmio Victor Losacco - Interlagos

Ao completar 18 anos ganhou do pai um Aero-Willys, carro sem nenhuma vocação para a pista, mas mesmo assim fez com ele sua corrida de estréia em 1962, pouco antes de completar 19 anos, na prova em homenagem ao preparador Victor Losacco, falecido em 7 de setembro de 1961 na prova “IV 500 Quilômetros de Interlagos”. Os pais sabiam de sua participação e até torceram, mas não o apoiaram financeiramente nesse início.
Após a corrida o pessoal da Equipe Willys veio conversar para convencê-lo a mudar para o Dauphine, mas não aceitou, seu sonho era correr com os carros da categoria esporte internacional e mecânica nacional. Em seguida vendeu o Aero-Willys e pondo “mais algum” comprou uma Ferrari 500TRC de Alberto Carraro, que já há algum tempo vinha namorando na loja “Speed” do Aguinaldo de Góes Filho. Passou a andar de ônibus só para poder ter a Ferrari de competição.

Em 1962 estreou o carro no “Festival Automobilístico ACESP” em Interlagos, na mesma prova onde o piloto “Rio Negro” (Fernando Antonio Mafra Moreira), correndo com um carro Ferrari emprestado por Aguinaldo de Góes Filho, sofreu um acidente fatal na Curva 1, bem à sua frente. Impressionado com o acidente, vendeu o carro e deu um tempo. No futuro ele cruzaria novamente com esse carro.

Em 1963, quase um ano depois, voltou às competições correndo com um Simca a prova “II 12 Horas de Interlagos”, e nova parada.

Retornou um ano depois, em 1964, na prova "
GP Rogê Ferreira" com uma Ferrari 250TR alugada, passando na corrida seguinte"GP Vitória da Democracia" para uma Maserati 300S, também alugada de Camillo Christofaro.
Ainda em 64, aos 21 anos, fez sua primeira prova de longa duração, a “I Mil Quilômetros de Interlagos" em dupla e com o carro de Nilo de Barros Vinhaes, o DKW-Vinhaes, protótipo que tinha o apelido de “Pé-na-Bunda” por ser um DKW Belcar com a traseira cortada, foram bem, chegando em 3º na geral. Com esse mesmo carro e parceiro correu o "VII 500 Quilômetros de Interlagos", não foram bem dessa vez. Depois fez duas provas com a Maserati 300S: "I 250 Milhas de Interlagos" e "Prêmio John F. Kennedy" com resultados medianos.

1964 - GP Vitoria da Democracia
Box antes da largada
1964 - GP Vitoria da Democracia
Na frente: Luiz Valente
1964 - Mil Quilômetros de Interlagos
DKW Pé na bunda de Nilo de BarrosVinhaes
1964 - 250 Milhas de Interlagos
Maserati 300S
 
1965 - 1600 Quilômetros de Interlagos

Em 1965 teve seu primeiro contato com uma carretera, fez a prova “II 1600 Quilômetros de Interlagos” em dupla com Caetano Damiani na famosa Chevrolet/Corvette nº 34 que tinha um motor de 4.500cc , em seguida na “III 12 Horas de Interlagos” faz dupla, a convite de Chico Landi então chefe da equipe Simca, com Lauro Soares num carro da equipe Simca, o carro tinha cambio de três marchas, mas para a corrida foi retirada a marcha-a-ré e colocada uma quarta marcha, chegaram em segundo, como houve protesto foram chamados para vistoria, e é claro que se recusaram e então foram desclassificados.
Prova seguinte foi a "VII Mil Milhas Brasileiras" numa Carretera Gordini 998cc com Adão Brito Daher e Luiz Filinto, 9º lugar, para uma prova longa com muitos carros mais possantes, não foi um resultado ruim.
1965 foi também o ano de seu casamento, tiveram 2 filhas e 1 filho, mas logo se separaram.

Ano seguinte, 1966, participou em dupla com Zoroastro Avon e com o Simca Rallye dele da "III 24 Horas de Interlagos", novamente em 9º lugar numa prova longa. Menos de 1 mês depois fez sua primeira corrida de Mecânica Nacional (um de seus sonhos do inicio da carreira) em uma Ferrari/Corvette alugada do Camillo, o “IV Aniversário do APVC”, chegou em segundo, foi a ultima prova dessa categoria no Brasil, e isso lhe rendeu um convite do Camillo para ser seu parceiro na “VIII Mil Milhas Brasileiras” usando a carretera 18, agora encurtada e com a suspensão traseira aproveitada da Ferrari com que “Rio Negro” havia se acidentado em 1962, aquele carro que se acidentou na sua frente em 1962.
Foi uma disputa acirrada com o DKW-Malzoni, mas nas últimas voltas eles ultrapassaram os jovens Emerson Fittipaldi e Jan Balder que vinham enfrentando com problemas no motor do carro, mas quase são ultrapassados de novo quando faltando 2 voltas, Eduardo parou para reabastecer e a carretera demorou a pegar. No pódio, Emerson, que acabou chegando em terceiro, chorava e Eduardo diz lembrar de Camillo, que há anos tentava vencer esta prova, dizer:
"- Não fique assim, você é novo, ainda vai ganhar muitas corridas".
Naquele ano participou da prova "GP IV Aniversário APVC" em Interlagos no dia 12 de junho de 1966, prova que acabou sendo a última da categoria Mecânica Nacional em São Paulo e no Brasil.

1966 - GP IV Aniversário APVC - Lagada
Ferrari/Corvette 4500cc
1966 - GP IV Aniversário APVC - Interlagos/SP 1966 - Pódio da VIII Mil Milhas Brasileiras
Camillo consola o jovem Emerson Fittipaldi

1967 - Na corrida seguinte, a “IV 12 Horas de Interlagos”, fazendo novamente dupla com Camillo Christofaro, uma nova disputa acirrada, desta vez com o KG/Porsche da equipe Dacon, com José Carlos Pace (Môco) e Anísio Campos que estavam na liderança com algumas voltas de vantagem sobre a carretera de Camilo/Celidônio, mas nos minutos finais da corrida o carro parou no Retão por pane seca e Anísio acabou recebendo ajuda de Élvio Ringel, que com um Renault 4CV empurrou o KG/Porsche até a linha de chegada, no final da prova mantinham o primeiro lugar, mas com o mesmo número de voltas da carretera, em virtude disso Camillo apresentou um protesto contra a vitória da dupla da Dacon que havia recebido ajuda externa, proibida pelo regulamento, mas se arrependeu depois e quis retirar a reclamação, como os dirigentes se recusaram a aceitar, esperou pelo julgamento e então na frente de todos pediu o protesto e rasgou-o, o que acabou confirmando a vitória de Pace/Anísio Campos.
Correu novamente com Camillo e a carretera na "III 6 Horas de Interlagos", em seguida do “X 500 Quilômetros de Interlagos”, corrida realizada com carros da categoria Fórmula Vê com um Fitti-Vê,
Celidonio estava em 11º lugar quando aconteceu um acidente com os dois primeiros que acabou envolvendo muitos carros, ele acabou atingido e teve seu  Fitti-Vê bastante avariado, tanto que completou apenas 98 das 154 voltas previstas, ficando em 12º lugar.

1967 - Karmann Ghia/Corvair

Após a vitória do ano anterior voltou a correr a "Mil Milhas Brasileiras" com Camillo Christofaro e sua carretera da nona edição da prova, mas não concluíram a prova. Nesse ano havia comprado um Karmann Ghia equipado com motor Corvair de 6 cilindros contrapostos, para a Mil Milhas quando estrearia o carro, mas chamado a fazer dupla com Camillo na famosa 18  quem fez a estréia do Karmann Ghia/Corvair foi seu amigo dos tempos dos bandeirinhas, Carlos Alberto Sgarbi, fazendo dupla com Jan Balder, aquele rival da Mil Milhas anterior.

1968 - Largada da prova em Campinas

1968 - Com Interlagos fechado para reformas iniciou o ano correndo uma prova extra campeonato de F-Vê pelas ruas de Campinas, correu com um Fitti-Vê e chegou em 11º lugar.
Naquele ano (68), Eduardo Celidonio assumiu a presidência da APVC (Associação Paulista dos Volantes de Competição, em uma gestão que ficou marcada pela preocupação com a segurança dos circuitos.

   

Sua próxima prova só aconteceu no segundo semestre, "I 500 Milhas da Guanabara" em Jacarepaguá com o Karmann Ghia/Corvair e fazendo dupla com Carlos Alberto Sgarbi, 15º lugar. Mês e meio depois novamente no Rio de Janeiro correu o "III 500 Quilômetros do Rio de Janeiro" com o Karmann Ghia em dupla novamente  com Carlos Alberto Sgarbi. 3º lugar

1969 - A
os 26 anos, abriu um auto-cine, o primeiro em São Paulo, em sociedade com Adilson Brunharo, também amigo do tempo dos bandeirinhas, aí então trabalhava na corretora de valores do pai na parte da manhã no pregão da bolsa, a tarde no escritório da Rua São Bento, a noite no cinema ao ar livre Snob's, e fim de semana corria de carro. O Snob’s Auto Cine ficava na Av. Santo Amaro e durou até 1972 quando venderam o ponto, que acabou virando um supermercado.

1969 - Snob's Mk I/Corvair 1969 - Estréia em Brasilia

O amigo e sócio se acidentou na rua com o Karmann Ghia que doou o motor para o protótipo que Celidonio havia encomendado ao Ricardo Divila, que o projetou e que foi construído por Francisco Piciuto e Anésio Hernandez, chamado Snob’s Mk I Corvair. Enquadrado na Divisão 5, chassi nacional com motor importado.
“- Meu primeiro carro de corridas foi a Snob’s, era lindo, motor Corvair entre-eixos e quando o Wilsinho (Fittipaldi) viu o carro me chamou para trabalhar com eles. Ricardo Divila (Revista Motorsport Brasil - dez/2005).

1969 - Chegando a Pinhais para a prova Namorados no Autódromo, atrás a carretera 18 de Camillo

Correu o "V Mil Quilômetros de Brasília" estreando o Snob’s Mk I Corvair e fazendo dupla com Carlos Alberto Sgarbi. Não concluíram a prova, abandonou com o motor engripado. Cerca de dois meses depois correu a "IV 3 Horas da Guanabara" sem parceiro e com o Snob’s Mk I Corvair; menos de um mês depois foi ao Paraná para a "Prova Namorados no Autódromo" repetindo a dupla com Carlos Alberto Sgarbi no Snob’s Mk I Corvair, terminaram em 4º lugar.
A ultima prova do ano foi o "III Mil Quilômetros da Guanabara" em Jacarepaguá, novamente com o Snob's Mk I Corvair e dupla com Sgarbi. Novamente 4º lugar.

1970, com Interlagos reaberto participou de duas provas com o Sbob's Mk I até que em junho correu a "IV 12 Horas de Interlagos" com Camillo Christofaro na famosa carretera Chevrolet/Corvette, mas não concluíram a prova. Fez mais
4 provas e ai participou do "Festival de Recordes" na Marginal Pinheiros, estabelecendo a marca de 194,886 Km/h garantindo o 4º lugar:
" Com o motor Corvair de 2.600cc, Celidonio conseguiu a velocidade de 200 Km/h no primeiro percurso e poderia ter estabelecido índice mais eficiente no percurso de volta, sem o vento contrário. Mas o motor do carro apresentou problemas, impedindo-o de conquistar o terceiro lugar, que estava praticamente garantido." - Revista "Auto Esporte" (Janeiro/1971).
Próxima prova foi a "X Mil Milhas Brasileiras" onde fez dupla com Jorge Mascarenhas no Snob's, mas não foram muito bem, depois as duas etapas da "Copa Brasil", sem grandes resultados.

1970 - 500 Quilômetros de Interlagos 1970 - 4 Horas de Velocidade - Pinhais (PR) 1970 - Mil Milhas Brasileiras

1971 - Seu amigo George Mascarenhas pretendia comprar o Snob’s Mk I Corvair, mas sofreu um acidente com o carro na primeira volta da “Corrida dos Campeões” em maio, na saída do miolo e o carro ficou totalmente destruído, virou sucata.
Sem carro, Celidonio correu a "V 12 Horas de Interlagos" com Camillo e sua carretera, de novo não concluíram a prova. Ai saiu à caça de um carro competitivo para correr o “XII 500 Quilômetros de Interlagos” em setembro. Só encontrou o Royale/Alfa Romeo da Equipe Jolly e que havia sido considerado um carro “inguiável” segundo Piero, Zambello e Marivaldo, pilotos titulares, então o Emilio Zambello lhe disse:
“- Olha, tem esse carro aí, se quiser pode correr com ele.”
Celidonio sentou, saiu, e já foi tomando susto em tudo que era curva, mas logo percebeu que o carro não era inguiável, era só muito “arisco”, precisava ser tocado na "ponta das unhas". Treinou, correu e tirou terceiro lugar, atrás de duas Porsches.

1971 - V 12 Horas de Interlagos
Carretera Chevrolet/Corvette 5.359cc

1971 - Corrida dos Campeões
Triste fim do Snob’s Mk I Corvair

1971 - XII 500 Quilômetros de Velocidade
Royale/Alfa Romeo da Equipe Jolly
 

1972 - Terceira etapa do  Brasileiro Div.6
Furia/Chrisler de Camillo

Em 1972 correu com o Furia/Chrisler de Camillo a "Terceira etapa do Brasileiro Div.6", meio tipo só para experimentar o carro e depois só voltou às pistas em 1973 quando correu em dupla com Camillo Christofaro a “XI Mil Milhas Brasileiras”com o Ford Maverick 4.998cc nº 18 deste, chegaram em 2º lugar.

1974 - Kaimann da Equipe

Em 1974, no começo a Fórmula Super Vê no Brasil, conseguiu patrocínio com Jean Louis Lacerda da concessionária VW “Marcas Famosas” e juntamente com Alfredo Guaraná Menezes e o preparador Amador Bueno montou a equipe “Marcas Famosas” de Fórmula Super Vê e participou com um Kaimann das 6 etapas do Campeonato Brasileiro, todas com bons resultados..

Em 1975 participou além do Brasileiro também do Campeonato Paulista, na corrida no autódromo de Cascavel (PR) ele estabeleceu o recorde da categoria, 1m10s49, que durou um ano até ser batido. Foi vice-campeão da categoria em 1975. Após duas temporadas, a equipe encerrou as atividades.

1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 3ª Etapa

1974 - Emerson visita box
Camp. Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 6ª Etapa
1975 - Brasileiro e Paulista de Fórmula Super-Vê - 6ª Etapa

Em abril de 1976, depois de duas corridas na Fórmula Super Vê, rebatizada como Formula VW 1600, com resultados ruins, fez a “IX Mil Quilômetros de Brasília” com o Maverick de, e em dupla com, Marco Emilio Pires, foram bem; ai mais uma de Formula VW 1600 e foi chamado para participar com Bob Sharp, de Ford Maverick V8, da prova “8 Horas de Velocidade” em Cascavel, onde Bob Sharp defendia a liderança do Campeonato Brasileiro de Divisão 1. Depois fez mais duas provas com Maverick e parceiros diferentes, encerrando o ano.

Em 1977 voltou a correr na Formula VW 1600, e na "1ª Etapa Brasileiro de Fórmula Volkswagen" em Interlagos, guiando o pace car socorreu Vanderlei Oliveira que havia capotado na primeira bateria e teve o carro tomado pelas chamas, foi resgatado ileso, mas Celidonio, que depois iria participar em sua categoria, a 1.600, saiu com a mão direita enfaixada e quase imobilizada em consequência das queimaduras - fez só mais duas provas de Fórmula VW 1600, não mais com o Kaimann, mudou para o Polar, mas sem grandes resultados, dai passou a atuar só como chefe da equipe “Pizzamiglio” de Fórmula VW 1600 que tinha o jovem Fernando Jorge como piloto e Antônio Ferreirinha como preparador..
Naquele ano conseguiu junto ao Grupo Pecúnia e outras empresas uma verba para alugar um F1 e disputar o GP do Brasil. Naquela época era comum as equipes alugarem o carro reserva.
“- Como Interlagos era uma pista que conhecia como a palma da mão, meu único problema ia ser a adaptação ao carro.”, disse.
A Shadow tinha trazido para o Brasil exatamente três carros, o reserva e dois titulares. Don Nichols e Jackie Oliver, respectivamente dono e diretor da Shadow, alugaram o carro reserva com a ressalva de que se nada de errado acontecesse com os pilotos titulares até o último treino antes da classificação. Ou seja: Celidônio, só entraria na pista para fazer o treino classificatório, o warm-up e a corrida.
Na época, largavam os 24 primeiros colocados nos treinos. Como apenas 22 pilotos estavam inscritos, seria o 23º, bastava treinar para garantir lugar no grid.
Tudo acertado com a Shadow ainda foi preciso conseguir autorização da FIA para participar, não havia a superlicença, mas com a ajuda de Emerson e Môco não houve problemas, no fim, tudo resolvido, acertou a posição de banco e pedais no cockpit do Shadow. Mas na sexta-feira um motor quebrou e foi necessário recorrer ao do carro reserva. Desolado, recebeu de volta o dinheiro pago.
“- Uma pena, só tinha a pretensão de  terminar a corrida e se conseguisse terminava em 8º lugar porque com os abandonos só sete chegaram ao fim.”

Em 1978 mudou-se para Maringá no Paraná onde acabou se tornando dono de um cemitério.

Só retornou 6 anos depois em 1983 quando passou a competir esporadicamente e em provas de longa duração com o Chevrolet Chevette de e em dupla com Edgard Vaz, 6 provas em dois anos, sobre essa sua volta disse em uma reportagem:
“- Continuo agressivo nas pistas, embora esteja muito mais seguro. Com um pouco de prática vou chegar ao meu limite com facilidade.”

Após um período de 19 anos sem competir fez sua despedida definitiva das pistas, com quase 60 anos de idade correndo na “XXXI Mil Milhas Brasileiras” de 2003 a bordo de um VW/Voyage por convite de seus amigos Gilberto Nascimento de Lima e Luiz M. dos S. Rodrigues, mas uma quebra de cambio durante a madrugada os impediu de concluírem a prova, como haviam completado 68 voltas ficaram com a 58ª classificação:
“- Foi divertido guiar à noite. Eu nunca havia pilotado neste traçado”, disse referindo-se ao novo traçado, mais curto, de Interlagos

Eduardo Celidonio, lembrando-se dos tempos de bandeirinha, diz à todos que um dia já bandeiraram em alguma prova:
“- Agradeço à todos esses heróis anônimos que até hoje se renovam e continuam trabalhando debaixo de sol, chuva e frio, para a segurança dos pilotos e quase nunca são lembrados, o meu muito obrigado de coração à todos e especialmente alguns que são meus amigos até hoje.”
Ele sabe o que diz, esteve dos dois lados da competição.



Participações em provas (com a colaboração de Ricardo Cunha)

25/02/1962 - Prêmio Victor Losacco - Interlagos/SP - Aero-Willys 2.190cc nº 39 -
18º Lugar
20/05/1962 - Festival Automobilístico ACESP - Interlagos/SP - Ferrari 500 Monza 1.995cc nº15 - 3º Lugar
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Simca Chambord n° 15 - 2.432cc - AB
08/03/1964 - GP Rogê Ferreira - Interlagos/SP - Ferrari 750TR 2.999cc nº 15 -
7º na geral e 3º na Sport
05/07/1964 - GP Vitória da Democracia - Interlagos/SP - Maserati 300S 2.989cc nº15 - 2º na geral e 1º na Sport
15/08/1964 - 1000 Quilômetros de Interlagos/SP - DKW-Vinhaes 1.080cc nº20 - c/ Nilo de Barros Vinhaes -
3º na geral e 1º na PT
07/09/1964 - VII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - DKW-Vinhaes 1.080cc nº20 - c/ Nilo de Barros Vinhaes - 11º na geral e 1º na PT
27/09/1964 - I 250 Milhas de Interlagos/SP - Maserati 300S 2.989cc nº15 -
10º na geral e 2º na Sport
11/10/1964 - Prêmio John F. Kennedy - Interlagos/SP - Maserati 300S 2.989cc nº15 - 7º na geral e 2º na Sport
27/03/1965 - II 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/ Caetano Damiani -
8º na geral e 2º na TFL
23/05/1965 - III 12 Horas de Interlagos/SP - Simca Tufão 2.550cc nº07 - c/ Lauro Soares - DQ
27/11/1965 - VII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Gordini 998cc nº 99 - c/ Adão Brito Daher e Luiz Filinto-
9º na geral e 3º na T-1.3
28/05/1966 - III 24 Horas de Interlagos/SP - Simca Rallye 2.550cc n° 82 - c/ Zoroastro Avon - 9° na geral e 5º na T+1.3
12/06/1966 - GP IV Aniversário APVC - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 15 -
2º na geral e na MN
27/11/1966 - VIII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 5.350cc nº 18 c/ Camillo Christófaro - 1º Lugar
19/03/1967 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 5.350cc nº 18 c/ Camillo Christófaro -
2º na geral e 1º na TFL
11/06/1967 - III 6 Horas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 5.350cc nº 18 c/ Camillo Christófaro - 15º na geral e 12º na TFL
10/09/1967 - X 500 Quilômetros de Interlagos
/SP - Fitti-Vê - 1.192cc nº 15 - 12º Lugar
03/12/1967 - IX Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 5.350cc nº 18 c/ Camillo Christófaro - AB
                                 Reformas em Interlagos - 1968/69
18/02/1968 - Prova Extra Campeonato F-Vê - Campinas/SP - Fitti-Vê - 1.192cc nº 25 -
11º Lugar
30/06/1968 - I 500 Milhas da Guanabara/RJ - Jacarepaguá - Karmann Ghia/Corvair 2.300cc nº 115 - c/ Carlos Alberto Sgarbi - 15º na geral e 3º na PT
04/08/1968 - III 500 Quilômetros do Rio de Janeiro/RJ - Karmann Ghia/Corvair 2.683cc nº 115 -c/ Carlos Alberto Sgarbi -
3º na geral e 2º na PT
21/04/1969 - V Mil Quilômetros de Brasília/DF - Eixo Monumental - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 15 - c/ Carlos Alberto Sgarbi - AB
29/06/1969 - IV 3 Horas da Guanabara - Jacarepaguá/RJ - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 15 -
8º na geral e 6º na PT
06/07/1969 - Prova Namorados no Autódromo - Autódromo de Pinhais/PR - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 15 - 4º na geral e 3º na PT
13/12/1969 - III Mil Quilômetros da Guanabara/RJ - Jacarepaguá - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 15 -c/ Carlos Alberto Sgarbi -
4º na geral e 2º na PT
08/03/1970 - II 1500 Quilômetros
de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 18 c/ Camillo Christófaro - Div. 4 - AB
15/03/1970 - Festival Brasileiro de Velocidade - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 15 -
4º na geral e 3º na Div.4
12/04/1970 - Prêmio Tufic Scaff - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 -
Div.4 - 3º Lugar
14/06/1970 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.350cc nº 18 c/ Camillo Christófaro -
Div. 4 - AB
09/08/1970 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 - 5º na geral e 4º na Div.4
07/09/1970 - XI 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 -
Div.4 - 3º Lugar
11/10/1970 - 4 Horas de Velocidade - Autódromo de Pinhais/PR - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 - AB
25/10/1970 - GP Mackenzie - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 -
12º na geral e 8º na Div.4 
14/11/1970 - Festival de Recordes - Marginal Pinheiros/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 - 4º Lugar (194,886 Km/h)
22/11/1970 - X Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 - c/ Jorge Mascarenhas -
17º na geral e 12º na Div.4 
06/12/1970 - Copa Brasil - 1º Etapa - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 - 8º Lugar
13/12/1970 - Copa Brasil - 2ª Etapa - Interlagos/SP - Snob’s Mk I/Corvair 2.683cc nº 11 -
19º Lugar
21/03/1971 - V 12 Horas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 5.359cc nº 18 c/ Camillo Christófaro - Div.5 - AB
07/09/1971 - XII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Royale/Alfa Romeo 1.840cc nº 28 -
Div.6 - 3º Lugar
12/11/1972 - Brasileiro Div.6 - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Fúria/Chrysler 5.212cc nº 18 - Div.6 - 6º Lugar
08/12/1973 - XI Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Ford Maverick 4.998cc nº 18 - c/ Camillo Christófaro -
2º Lugar
15/09/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 1ª Etapa - Goiânia/GO - Kaimann 1.584cc nº 19 - 7º Lugar
22/09/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 2ª Etapa - Brasília/DF - Kaimann 1.584cc nº 19 -
6º Lugar
13/10/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 - 5º Lugar
17/11/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 4ª Etapa - Tarumã/RS - Kaimann 1.584cc nº 19 -
2º Lugar
24/11/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 5ª Etapa - Cascavel/PR - Kaimann 1.584cc nº 19 - 3º Lugar
01/12/1974 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 6ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 -
5º Lugar
16/03/1975 - Brasileiro e Paulista de Fórmula Super-Vê  - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 - 2º Lugar
06/04/1975 - Paulista de Fórmula Super-Vê - 2ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 -
AB
04/05/1975 - Paulista de Fórmula Super-Vê - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 - AB
06/07/1975 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 2ª Etapa - Tarumã/RS - Kaimann 1.584cc nº 19 -
14º Lugar
13/07/1975 - Paulista de Fórmula Super-Vê - 4ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 - AB
10/08/1975 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 3ª - Brasília/DF - Kaimann 1.584cc nº 19 -
11º Lugar
07/09/1975 - Paulista de Fórmula Super-Vê - 5ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 - 5º Lugar
19/10/1975 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 4ª Etapa - Goiânia/GO Kaimann 1.584cc nº 19 -
4º Lugar
16/11/1975 - Brasileiro de Fórmula Super-Vê - 5ª Etapa - Cascavel/PR - Kaimann 1.584cc nº 19 - 1º Lugar
07/12/1975 - Brasileiro e Paulista de Fórmula Super-Vê - 6ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 19 -
1º Lugar
21/03/1976 - Brasileiro de Fórmula Volkswagen - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 2 - 20º Lugar
18/04/1976 - Brasileiro de Fórmula Volkswagen - 2ª Etapa - Tarumã/RS - Kaimann 1.584cc nº 2 - AB
25/04/1976 - IX Mil Quilômetros de Brasília/DF - Autódromo - Ford Maverick 4.950cc nº 21 - c/ Marco Emílio Pires - T+1.3 - 9º Lugar
23/05/1976 - Brasileiro de Fórmula Volkswagen - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Kaimann 1.584cc nº 2 - AB
06/06/1976 - Brasileiro Div.1 - 2ª Etapa (8 Horas de Velocidade) - Cascavel/PR - Ford Maverick 4.950cc nº 22 - c/ Bob Sharp - T+1.3 - 2º Lugar
04/07/1976 - 6 Horas de Interlagos/SP - Div.1 - Ford Maverick 4.950cc nº 21 - c/ Constantino Andrade - T+1.3 - 7º Lugar
10/10/1976 - 4 Horas de Tarumã/RS - Ford Maverick 4.950cc nº 21 - c/ Cláudio Mueller -
T+1.3 - 9º Lugar
24/04/1977 - Brasileiro de Fórmula Volkswagen - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Polar 1.584cc nº 1 - 9º Lugar
18/09/1977 - Brasileiro de Fórmula Volkswagen - 7ª Etapa - Jacarepaguá/RJ - Polar 1.584cc nº 15 - 6º Lugar
31/07/1983 - 12 Horas de Goiânia/GO - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 66 - c/ Edgard Vaz -
ND
04/09/1983 - XIII Mil Quilômetros de Brasília/DF - Autódromo - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 90 - c/ Edgard Vaz - 51º Lugar
12/11/1983 - 12 Horas de Interlagos/SP - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 66 - c/Edgard Vaz -
ND
09/06/1984 - 6 Horas de Interlagos/SP - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 90 - c/ Edgard Vaz - 16º Lugar
24/06/1984 - V 500 Quilômetros de Brasília/DF - Autódromo - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 90 - c/ Edgard Vaz -
17º Lugar
05/08/1984 - 12 Horas de Goiânia/GO - Chevrolet Chevette 1.598cc nº 90 - c/ Edgard Vaz - 52º Lugar
25/01/2003 - XXXI Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - VW Voyage 1.984cc nº 93 - c/ Gilberto Nascimento de Lima e Luiz M. dos S. Rodrigues -
AB


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