Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
Agnaldo de Goes Aldo Costa Alfredo Santilli Amauri Mesquita Antonio C. Aguiar Arlindo Aguiar Aroldo Louzada Bica Votnamis
Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damian Camillo Christofaro Carlos Sgarbi Catharino Andreatta Celso L. Barberis
Christian Bino Heins Ciro Cayres Domingos Papaleo Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambelo Ênio Garcia Eugênio Martins
Francisco Lameirão Fritz D'Orey Graziela Fernandes Haroldo Vaz Lobo Henrique Casini Jan Balder Jaime Pistili Jayme Silva
José Tôco Martins Júlio Andreatta Luiz A. Margarido Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo
Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

Página acrescentada em 31 de agosto de 2005.  -  Atualizada em janeiro de 2021
 
Christian "Bino" Heins
por Paulo Roberto Peralta

1962 - Ao volante do Formula Jr

Filho de um bem sucedido empresário do ramo de lavanderias industriais de origem alemã e de uma italiana: Carl Heinrich Christian Heins e Giuliana de Fiori Heins, Christian nasceu no bairro do Brooklin Paulista em São Paulo (SP) no dia 16 de janeiro de 1935,

Seu avô materno, renomado médico, morava vizinho e foi nos carros do avô que Christian começou a mexer ainda criança, tomando gosto por mecânica, foi também o avô que o ensinou a dirigir, suas primeiras saídas foram com o pequeno Ford Anglia do avô, carro que inclusive chegou a capotar nas ruas do bairro.

Fez seus estudos primários e secundários no Colégio Visconde de Porto Seguro. No início de 1953, terminado seus estudos, transferiu-se para Stuttgart, Alemanha, onde foi cursar a "Technische Hochschule" (Escola Técnica de Nível Superior), ao mesmo tempo em que fazia estágio no curso especial para estrangeiros da Mercedes Benz. Terminado esse curso transferiu-se para a Fábrica de Pistões Mahle, também em Stuttgart.

Começou a correr aos 19 anos de idade em 1954, uma exceção, pois nos anos 50 a regra era os pilotos começarem mais velhos, já homens feitos com a vida resolvida, ao redor dos 30 anos. No inicio usou o apelido "Cometa", pois era assim que seus amigos o chamavam devido a andar sempre rápido, sempre correndo.

"Paitrocínio", nem pensar, pois o automobilismo não era visto como um esporte seguro e pai nenhum queria ver o filho correndo risco de morte. E os patrocínios então! O automobilismo ainda não era visto como um “out-door” publicitário como hoje em dia, então era tudo na base do:
"- Eu te dou um produto meu ou te pago a inscrição. Ou um jogo de pneus ou a gasolina, etc...".
Como tudo era bancado pelo piloto, a compra, a preparação e a manutenção do carro, era difícil à um jovem reunir condições para tanto. Mas Christian conseguiu, tinha boa situação financeira, apoio do avô e um bom conhecimento mecânico, além, é claro, de paixão pela velocidade. Dentre os pilotos da época ele era o mais novo, daí seu apelido, como era filho de mãe italiana e sendo considerado ainda um garoto por todos, começou a ser chamado de "Bambino" (garoto em italiano) que logo acabou abreviado para "Bino", e assim é conhecido até hoje.

Quando veio correr o “GP IV Centenário de São Paulo” o alemão Hans Stuck trouxe um Porsche 550 RS que ficou no Brasil e posteriormente Christian comprou e passou a usar nas corridas.

Em 1956, foram ele, seu amigo Eugenio Martins (de Simca) e Jorge Lettry participar de uma prova para experimentar os carros Volkswagen em corrida, era a prova Niteroi-Cabo Frio, ele não terminou, mas Lettry chegou em segundo. Depois voltou a usar o Porsche até que em novembro disputou a primeira edição da “Mil Milhas Brasileiras” fazendo dupla com Eugênio Martins classificaram-se em segundo lugar com um VW Sedan/Porsche. Nessa disputa usaram o Volkswagen 1200cc (ano 1952) de série preparado por seu amigo Jorge Lettry em sua oficina Argos Equipamentos, com todas as peças internas do motor do Porsche 1500cc, elevando a potencia para 74cv, enfrentando as potentes carreteras, principalmente as dos gaúchos, velhos carros equipados com motores com mais de 250cv e aliviados no peso.

1954 - Porsche 550 - Hans Stuck em Interlagos 1955 - II Prova Prefeitura Municipal de São Paulo 1956 - 2 Horas de Velocidade - Porsche 550RS
7º Aniversário do Centauro
1956 - Mil Milhas Brasileiras em dupla com Eugenio Martins

Em 1957 fez sua primeira prova internacional, o “Mil Quilômetros de Buenos Aires”, prova de abertura do Campeonato Mundial de Marcas. Terminou em 19º lugar na geral, dividindo um Porsche 550RS com Ciro Cayres, outro piloto que viria a se tornar um “fera” do volante.
Entre 1958 e 1959 Christian ficou na Europa e lá participou de 14 provas: 8 na Itália, 1 na Inglaterra, 2 na Alemanha, 1 na Belgica e 2 na França. Mas quando vinha de férias ao final de ano para o Brasil participava de pelo menos uma prova em cada ano.

1957 - Mil Km de Buenos Aires
om Ciro Cayres
1958 - VI Giro da Calábria
Porsche 550RS
1958 - XXIII RAC Tourist Trophy
Com Carel Godin de Beaufort
1959 - I Gran Premio di Messina
Precisou empurrar o carro para cruzar a linha de chegada

1959 - Spa-Francorchamps
Acidente na curva Eau Rouge

Christian evoluiu rapidamente graças aos seus sólidos conhecimentos de mecânica adquiridos na "Technische Hochschule". Com a apresentação do presidente da Mahle do Brasil, que era vizinho e amigo da família, foi admitido na Fábrica de Automóveis Porsche, também em Stuttgart, começando a trabalhar como mecânico e logo ingressando na escuderia da fábrica, já como piloto, onde ficou de 1957 a 1959. Nesse período ganhou diversos prêmios e troféus por suas vitórias e classificações. Participou de várias provas de Subida de Montanha, provas em circuitos de rua e em autódromos, inclusive em Spa-Francorchamps (onde sofreu acidente), Nürburgring e Le Mans em 1959.

Filme do acidente de Christian na Curva Eau Rouge em Spa-Francorchamps na Belgica (clique aqui)

1959 - Spa-Francorchamps - Belgica
Porsche 550RS

1959 - V 1000 Km de Nürburgring
Porsche 356 Carrera
1959 - Bino na 24 Horas de le Mans
Com Carel Godin de Beaufort
1959 - Porsche 718 RSK de Bino e Carel
24 Horas de Le Mans
 

1959 - Mil Milhas com Eugenio Martins

 

1960 - Preliminar do Torneio Triangular Sulamericano

1960 - Mil Km de Buenos Aires
com Celso Lara Barberis - Maserati 300S

Logo em janeiro de 1960 participou, e pela primeira vez, em um carro de Mecânica Nacional do "II Torneio Sulamericano", na prova realizada em  Interlagos, com uma  Ferrari/Corvette 4.500cc nº 8 e chegou em  4º lugar. na véspera aconteceram, além da prova de classificação, duas provas: Turismo até 2 litros e Turismo Força Livre, corridas simultaneamente mas com classificação em separado, ele, Eugenio Martins e Mario Cesar de Camargo Filho se  inscreveram para as duas, então Christian se classificou em 2º na TFL e 1º na T-2.0.

Durante seu estágio no exterior, várias vezes retornou ao Brasil convidado para participar de provas locais. Em 1960, numa de suas voltas para o Brasil, Christian trouxe uma namorada alemã: Maria Waltraud.
Ele morando na Europa e viajando constantemente para o Brasil para participar de provas aqui, ia deixando seus troféus em sua casa na Europa. Numa de suas vindas em 1960, talvez a última, trouxe todos os troféus, deu-se então um fato insólito: a alfândega apreendeu todos por suspeita de contrabando!!

Seus amigos e sua família ficaram indignados, sua irmã escreveu revoltada para o então presidente da república, Juscelino Kubitschek pedindo providencias. Juscelino, não se esqueçam, foi o maior incentivador da implantação da indústria automobilística no Brasil, inclusive foi homenageado com o lançamento do automóvel FNM batizado como JK.

Pois o presidente Juscelino respondeu, passou um telegrama pedindo desculpas e dizendo que para ele Christian era um "monumento nacional" e que também os troféus já estavam devidamente liberados e podiam ser retirados, aproveitou para mandar parabéns ao "Bino" por suas conquistas na Europa e também no Brasil. Pelé e Maria Ester Bueno (tenista) eram considerados pela imprensa os outros “monumentos” da época.

Nesse mesmo ano (1960), disputou novamente o “Mil Quilômetros de Buenos Aires”, prova de abertura do Campeonato Mundial de Marcas. Terminou em 4º lugar na geral, dividindo uma Maserati 300S com um piloto que já era “fera”: Celso Lara Barberis.

Finalmente regressou de vez ao Brasil e passou a dedicar-se exclusivamente ao automobilismo, correndo inicialmente pela equipe "Serva Ribeiro", o mais representativo revendedor Vemag da época, equipe comandada por seu amigo Jorge Lettry. Ficou até os treinos das "V Mil Milhas Brasileiras" em 1960, prova que ira correr em dupla com Eugênio Martins, seu parceiro constante nos tempos de Vemag, mas após uma discussão com o chefe de equipe abandonou o carro antes mesmo de dar uma volta e foi embora. Foi substituído por Bird Clemente.

1960 - G. P. Juscelino Kubitschek
Prova principal com Porsche 550RS
1960 - Moetrando o DWK para Juan Manuel Fangio, já  pentacampeão da F1 1960 - Troféus da Mil Milhas - Landi, não reconhecido, Christian, Lucas Nogueira Garces e Paulo Machado de Carvalho. Christian brinca com Chico Landi durante a premiação da Mil Milhas Brasileiras de 1960

Christian foi convidado para correr a Mil Milhas e passou então a fazer dupla com ninguém menos que Chico Landi ao volante do carro FNM/JK nº 28 e com o qual venceram a corrida. No momento de receber a bandeirada, quis entregar o volante a Chico Landi que recusou, pois sua participação havia sido bem maior nos boxes do que na pista na direção do carro.
“- Tinhamos mais em vista chegar, e pretendíamos manter um “train” de corrida que não forçasse o carro, sabíamos que não podíamos lutar de igual para igual com Andreatta e Camillo cujos carros tinham quase o dobro de potencia que o nosso, então a cabeça, durante a corrida, tem que funcionar mais do que o pé.” Disse Christian após a vitória.

1961 - 24 Horas de Interlagos
FNM JK nº2 – Chico Landi e Christian

Correndo a 24 Horas de Interlagos de 1961 em dupla com Chico Landi

Fez três corridas com Chico e o FNM/JK, sendo que na última já estava trabalhando na Willys.
Em 1961 casou-se com Maria Waltraud com quem teve uma filha, Betina, nascida no inicio de 1962.

No início da década de 1960, quando visitava o Salão do Automóvel de Paris, William Max Pearce, presidente da Willys Overland do Brasil, se encontrou com o preparador Jean Rédéle, e dessa conversa nasceu a idéia de desenvolver o projeto Alpine A-108 no Brasil. Ao voltar ao Brasil, Pearce procurou o jornalista e publicitário Mauro Salles e conversaram sobre essa possibilidade.

1961 - Lançamento do Interlagos no Salão do Automóvel em outubro .
Ao lado da esposa e do presidente da Willys, Willian Max Pearce

Ao final de 1961 Christian, já um dos mais consagrados pilotos nacionais, com significativa participação em provas internacionais, foi convidado por Max Pearce para ser gerente do Departamento de Carros Esporte, onde iniciou em setembro, departamento esse que iria desenvolver o Willys Interagos, e conseguiu com sua competência eliminar várias deficiências do carro. A idéia de Pearce era manter o nome "Alpine" mas por sugestão de Mauro Salles, o carro foi batizado como "Interlagos" em homenagem ao autódromo paulistano. A Willys apresentou o carro no II Salão do Automóvel, realizado ainda no Pavilhão do Ibirapuera em outubro de 1961 em três versões: Cupê, Conversível e Berlineta.

No início de 1962 Christian foi incumbido de montar e organizar o Departamento de Competições da Willys, do qual foi gerente e piloto.

Heins também passou a correr com as Berlinetas Interlagos. Estreou o carro em competições no “I Mil Quilômetros de Brasília” em 1962, ao lado de Aguinaldo de Góes Filho. A competição tinha largada à meia-noite e Christian, que tinha muita experiência nas pistas européias onde já havia participado de muitas provas longas, inclusive de Le Mans em 1959, estava seguro.

Essa prova em Brasília tem uma história interessante:
Camillo Christofaro largou na frente, como sempre. Seu hábito era nunca dar passagem e Christian sabia disso, assim fez uma ladeira toda com os faróis apagados para não ser visto e quando entrou na curva já estava ao lado de Camillo. Só então Christian acendeu os faróis. Seu carro, porém, chegou em terceiro, atrás de dois carros FNM/JK muito mais potentes.

Na equipe Willys, revelou uma “renca” de pilotos que ficaram famosos nos anos 70, entre eles Wilsinho, Emerson e Pace, e participou vencendo de várias corridas com o Interlagos, Gordini, 1093 e com o Landi/Bianco/Gordini de Fórmula Junior.
Como chefe de equipe era sério e dedicado, em 1963 na prova “II 12 Horas de Interlagos” se inscreveu nos três carros da equipe, os Renault 1093 nº 40, 41 e 42, dividindo o volante e a responsabilidade com os outros pilotos da equipe, depois dessa prova participou com uma Berlineta da “I 12 Horas de Brasilia”. Depois que a Berlineta quebrou uma mola de válvula e parou ele passou a pilotar também o Gordini da dupla Luiz Pereira Bueno e Francisco Lameirão. Essa cabou sendo sua ultima corrida no Brasil.

1962 - 500 Milhas de Interlagos
Conversando com Nelson Brizzi (preparador)
1962 - I Circuito de Araraquara
Landi/Bianco/Gordini
1962 - Conversando com o pai nos boxes da 12 Horas 1962 - Festival de Recordes em Interlagos
Renault Gordini

Em 1963, já consagrado como piloto e chefe de equipe, recebeu convite para participar da famosa “24 Horas de Le Mans” com um Alpine M63 Renault oficial da Equipe Alpine. Havia rumores que ele vinha pensando em parar de correr, mas aceitou. Pintou faixas longitudinais com o verde/amarelo e inscreveu na lateral: Equipe Interlagos - Alpine.
Vejam uma resposta de Christian contida num jornal da época:                                     
"- Fui convidado pela fábrica do Alpine na França para pilotar o carro de sua fabricação na corrida de Le Mans, na França. O Alpine é um automóvel idêntico ao que aqui na Willys fabricamos com a denominação de Interlagos. O que irei pilotar desta feita, por convite da fábrica é um modelo novo que concorrerá na classificação como protótipo."

Dia 8 de junho às 20 hs. embarcou com a esposa para Paris de onde foi para Le Mans a uns 60 quilômetros de distância. Seu plano era tirar quinze dias de férias na Europa após a corrida. Seu parceiro foi o piloto José Rosinski.

Dia 15 de junho às 15:00 h. foi dada a largada, mas aproximadamente às 20:20 h quando Christian liderava na categoria de 700 a 1000cc, e na geral era 3º, foi que o Aston-Martin de Bruce MacLaren e Innes Ireland, pilotada na hora por Ireland, vazou óleo na pista e os três carros que vinham a seguir passaram a derrapar e saíram violentamente da pista, chocando-se. O carro de Heins após derrapar, bater num outro carro, deu várias cambalhotas, bateu num poste de iluminação e incendiou-se, ficando o piloto preso nas ferragens, supostamente desfalecido, os bombeiros tiveram dificuldades em abrandar o fogo e retirá-lo, foi levado com urgência para o hospital, onde os médicos disseram simplesmente que ele já estava morto. Os destroços do Alpine de Christian continuaram ardendo intensamente junto à pista. Os médicos legistas declararam que o piloto faleceu instantaneamente em conseqüência dos ferimentos na cabeça e que depois teve o corpo parcialmente carbonizado. Sua esposa, seu pai e o amigo e patrão, Max Pearce, assistiam tranqüilamente a competição quando receberam a terrível notícia.
“- Sua corrida era magnifica e o carro correspondia perfeitamente. Foi uma tragédia.” Disse Rosinski seu companheiro de equipe.

Seu corpo foi transladado para o Brasil e sepultado dia 27 de junho numa cerimônia muito concorrida.

Na prova “II 12 Horas de Porto Alegre” realizada em 23 de junho de 1963 foi entregue o “Troféu Christian Heins” à dupla João Carlos Bastian e Henrique Mutti Jr, vencedores na categoria A, que correu com o Gordini nº 1. Uma pequena homenagem àquele piloto e chefe da equipe Willys, fabricante do Renault Gordini.

Christian foi um dos maiores pilotos brasileiros. Sem ter as oportunidades que surgiram a partir da era Emerson Fittipaldi, conquistou destaque no Brasil e no exterior. Era como um professor, um piloto fantástico, extremamente técnico que todos se esforçavam em copiar.
Wilsinho Fittipaldi, seu amigo e fã, confessa ter batizado o filho com o nome de Christian em homenagem à ele.
“- Esse garoto é o tipo de piloto que jamais morrerá na pista.” Jorge Lettry em uma entrevista bem antes do acidente, referindo-se às suas características de frieza e prudência, sua alta habilidade e presteza de reflexos.

Pronto e aguardando o memento de alinhar O Alpine M63 Renault sendo alinhado Detalhe da inscrição que Bino fez no carro
Ultima pose ao lado Alpine M63 Renault Ultima foto em ação Bino e o Alpine na prova O Alpine queimando
Cartaz da prova Dia seguinte ao acidente, carro totalmente queimado


Faleceu no dia 15 de junho na França e seu corpo foi transladado para o Brasil e sepultado dia 27 de junho no cemitério do Redentor em São Paulo.
Vejam a repercussão em  matérias de jornais da época: 

nacionais: página 1 e página 2
 e internacionais
: página 3



Link para o vídeo de seu carro queimando em Le Masns



Principais participações em provas
(Com a colaboração de Napoleão Ribeiro)

16/05/1954 - Prova Preparatória para o Campeonato Paulista - Interlagos/SP - Porsche 356 - 1.286cc - 1º Lugar na cat. GT
15/08/1954 - 2ª Etapa do Campeonato Paulista - Interlagos/SP - Porsche 356 - 1.286cc - 1º Lugar na cat. GT
28/11/1954 - 100 Milhas do IV Centenário - Interlagos/SP - Porsche 356 nº 3 - 1.286cc -
10º na geral e 4º na SP-1.5
11/12/1955 - Prova Prefeitura de São Paulo - Turismo - Interlagos/SP - Porsche 550RS 1.498cc - SP-1.5 - ND
17/06/1956 - 2 Horas de Velocidade (7º Aniversário do Centauro) - Interlagos/SP - Porsche 550RS 1.498cc - 
5º na geral e 2º na SP-1.5
12/08/1956 - I Prêmio Benedicto Lopes - Interlagos/SP - Porsche 356 1.286cc - 6º na geral e 2º na SP-1.5
14/09/1956 - Prova 49° Aniversário do ACB - Sport - Interlagos/SP - Porsche 550RS nº 8 - 1.498cc - 5º Lugar
24/11/1956 - I Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Eugênio Martins - VW/Porsche 1500cc. - 2º Lugar
20/01/1957 - Mil Quilômetros Ciudad de Buenos Aires - ARG - Autodr. Costaneva Norte - Com Ciro Cayres - Porsche 550RS nº 66 1.491cc - 19º na geral e 5º na cat. Sport até 1500
07/04/1957 - II Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Porsche 550RS - 1.498cc - SP-2.0 - ND
06/07/1958 - S
ubida de montanha Bolzano Mendola - ITA - Porsche 550RS 1.498cc - 1º Lugar
20/07/1958 - V 10 h de Messina - Sicília - ITA - Com Paul Ernst Strahle - Porsche 550RS nº 22 - 1.498cc - 1º na geral e na SP-1.5
03/08/1958 - VI Giro da Calábria - ITA - Porsche 550RS 1.498cc - 1º na geral e na SP-1.5
13/09/1958 - XXIII RAC Tourist Trophy - Goodwood - Inglaterra - Com Carel Godin de Beaufort - Porsche 550RS nº 22 - 1.498cc - 8º na geral e 2º na cat. Sport- 2.0
21/09/1958 - IV GP von Berlin - Avus - Berlim - ALE - Porsche 550RS nº 26 - 1.498cc - 13º na geral e 1º na cat. Sport até 2000
30/11/1958 - Prova Prefeito Ademar de Barros - Interlagos/SP - Porsche 550RS n° 9 -
cat. Esporte - 1° Lugar
25/04/1959 - IX Gran Premio di Siracusa - Sicília - ITA - Porsche RSK nº 24 - 1.498cc -
F2  - 6º Lugar
03/05/1959 - GP de Spa-Francorchamps - Belgica - Porsche 550RS nº 20 - 1.498cc - Acidente
07/06/1959 - V 1000 Km de Nürburgring - Adenau - ALE - Com Helmut Busch - Porsche 356 Carrera nº 68 - 1.587cc -
11º na geral e 2º na cat. GT até 1600
21/06/1959 - XXVII Grand Prix d'Endurance les 24 Heures du Mans - Le Mans - Sarthe - FRA - Com Carel Godin de Beaufort - Porsche 718RSK nº 36 - 1.498cc - 18º na geral e 3º na cat. Sp-1.5
23/08/1959 - I Gran Premio di Messina - Lago de Ganzirri - ITA - Stanguellini Fiat - 1.089cc -
F-Jr. - 2º Lugar
Duas provas no mesmo dia
23/08/1959 - I Gran Premio di Messina - Lago de Ganzirri - ITA - Porsche 550RS nº 10 - 1.498cc - 5º Lugar
06/09/1959 - X Grand Prix de Cadours - Toulouse - France - Stanguellini Fiat - 1.089cc - F-Jr. - AB
25/10/1959 - Gran Premio Shell - Vallelunga - Roma - ITA - Moretti Fiat - 1.089cc -
F-Jr. - 4º Lugar
04/11/1959 - VIII Coppa d'Oro di Sicilia - Siracusa - Sicília - ITA - Moretti Fiat - 1.089cc -
F-Jr. - 18º Lugar
21/11/1959 - IV Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Eugênio Martins - DKW Vemag nº 18 - 981cc - AB  
09/01/1960 - Preliminar do Torneiro Sul-Americano - Interlagos/SP - DKW Vemag - 1º na T-2.0
09/01/1960 - Preliminar do Torneiro Sul-Americano - Interlagos/SP - DKW Vemag - 2º na TFL-2.0
10/01/1960 - II Torneiro Sulamericano - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc. n° 8 -
4° lugar
31/01/1960 - Mil Quilômetros de Buenos Aires Buenos Aires - ARG - Autodr. Costaneva Norte - Com Celso Lara Barberis - Maserati 300S 2.989cc. n° 14 -
4º Lugar na geral e 3º na Cat. Sports 3000
13/03/1960 - II Circuito de Piracicaba/SP - DKW Vemag nº 34.A - 981cc - 8º na geral e 5º na T-2.0
23/04/1960 - I G. P. Juscelino Kubitschek - Eixo Rodoviário Sul - Brasília/DF - Porsche 550 RS nº 8-A - 1.498cc -
7º na geral e 1º na SP-1.3
(corrida junto com a mecânica nacional)
23/04/1960 - I G. P. Juscelino Kubitschek - Eixo Rodoviário Sul - Brasília/DF - Turismo GEIA - DKW Vemag nº 33 A - T-2.0 (preparados) - 2º Lugar
Foram realizadas quatro provas nesse dia, ele participou de três.
23/04/1960 -
GP Juscelino Kubitschek - Eixo Rodoviário Sul - Turismo GEIA - Brasília/DF - DKW Vemag nº 2 B - Turismo - T-1.3 - 1º lugar
03/07/1960 - 24 Horas de Interlagos GEIA - SP - Com Eugênio Martins - DKW Vemag n° 18 - 7º na geral e 2º na T-1.3
09/09/1960 - III 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Porsche 550 RS nº 8-A - 1.498cc - SP-2.0 -
AB
26/11/1960 - V Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Chico Landi - FNM JK/2000 nº 28 - 1.975cc - 1º Lugar
03/06/1961 - 24 Horas de Interlagos/SP - Com Chico Landi - FNM JK/2000 nº 2 - 1.975cc -
1º Lugar
25/11/1961 - V Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Chico Landi - FNM/JK  2000 nº 1 - 1.975cc - 2º Lugar
25/01/1962 - 12 Horas de Interlagos/SP - Com Luiz Antônio Greco - Alfa Romeo Giulietta nº 33 - 1.290cc -
Cat. T-1.3 - ND
25/02/1962 - Festival de Recordes - Interlagos/SP - Renault Gordini nº 6 - 845cc - ND
29/04/1962 - I 1000 Quilômetros de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - Com Aguinaldo de Goes - Willys Interlagos nº 21 - 998cc -
3º Lugar
20/05/1962 - Festival Automobilístico ACESP - Interlagos/SP - Willys Interlagos nº 12 - 998cc - 2º na geral e 1º na T-2.0
10/06/1962 - Quilômetro de Arrancada - Rio de Janeiro/RJ - Renault Gordini - 845cc nº 42 -
1º Lugar
24/06/1962 -
Prova Cinquentenário da Universidade do Paraná (PR) - Renault Gordini - 845cc - 4º Lugar

19/08/1962 - I Circuito de Araraquara/SP - Grupo I - Renault 1093 nº 41 - 845cc - 2º na geral e 1º na T-850
Participou de duas provas nesse dia
19/08/1962 - I Circuito de Araraquara/SP - Landi/Bianco/Gordini nº 21 - 998cc -
1º Lugar na MN-2.5
02/09/1962 - I 3 Horas de Velocidade Interlagos/SP - Willys Interlagos nº 22 - 998cc - 6º na geral e 3º na T-1.0
07/09/1962 - V 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Landi/Bianco/Gordini nº 21 - 998cc -
5º na geral e 1º na MN-2.5
08/12/1962 - I 500 Milhas de Interlagos - Com Luiz Antônio Greco - Willys Interlagos nº 22 - 998cc - 1º na geral e 1º na T-1.0
23/12/1962 - I 500 Milhas de Porto Alegre/RS - Circuito da Cavalhada - com Luiz Antônio Greco - Renault 1093 nº 41 - 845cc -

3º na geral e 1º na T-850

10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - com Luiz Antônio Greco/Aguinaldo Góes/Rodolfo Olival Costa - Renault 1093 nº 40 - 845cc - 5º na geral e 2º na T-1.3
Participou desta prova em três carros.
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Luiz Antônio Greco/Eduardo Scuracchio/Wilson Fittipaldi Jr. - Renault 1093 nº 42 - 845cc -
9º geral e 4º na T-1.3
Participou desta prova em três carros.
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Luiz Antônio Greco/Eduardo Scuracchio/Wilson Fittipaldi Jr. - Renault 1093 nº 41 - 845cc - 12º eral e 6º na T-1.3
28/04/1963 - I 12 Horas de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - Com Luíz Pereira Bueno/Lameirão - Renault Gordini nº 40 - 845cc -
3º na geral e 1º na cat. A
Participou desta prova em dois carros.
28/04/1963 - I 12 Horas de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - com Luiz Antônio Greco - Willys Interlagos nº 22 - 998cc - Cat. C - ND
16/6/1963 - XXXI Grand Prix d'Endurance les 24 Heures du Mans - Le Mans - Sarthe - FRA - Com José Rosinski - Alpine M63 Renault nº 48 - 996cc - Cat. Prot. abaixo de 1.150 - Acidente fatal na volta 52

 

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