Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
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Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damian Camillo Christofaro Carlos Sgarbi Catharino Andreatta Celso L. Barberis
Christian Bino Heins Ciro Cayres Domingos Papaleo Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambelo Ênio Garcia Eugênio Martins
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José Tôco Martins Júlio Andreatta Luiz A. Margarido Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo
Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

Página acrescentada em 15 de abril de 2008  -  Atualizado em janeiro de 2021

Caetano Damiani
por Paulo Roberto Peralta

Clique aqui e veja uma entrevista ao vivo com esse ex-piloto, em 2013

2007 - Caetano e seus (alguns) troféus

Nasceu no dia 10 de junho de 1929 em Guarulhos (SP) e pouco depois sua família mudou-se para a cidade de São Paulo no bairro de São Miguel Paulista pois seu pai era funcionário da Nitro Química, e foi lá que cursou o grupo escolar (primário), mudaram-se de volta para Guarulhos e seu pai comprou um caminhão para puxar lenha. Era o segundo entre seis irmãos.

No tempo do curso ginasial ficou conhecendo através de jornais e revistas Juan Manuel Fangio (duas vezes Campeão Argentino de Turismo Carretera, em 1940 e em 1941), costumava comprar a revista “El Gráfico”, mas para isso precisava se deslocar de Guarulhos até São Paulo, pois só uma banca de revistas localizada na Av. Ipiranga vendia.

Seu irmão mais velho era quem guiava o caminhão e ele ia sempre junto, pois gostava e o irmão o deixava guiar um pouco, mas seu interesse mesmo era por mecânica, então assim que pode começou a trabalhar como ajudante e passou por algumas oficinas onde foi aprendendo e desenvolvendo seus conhecimentos. Quando completou 18 anos tirou carteira de habilitação e pouco depois abriu, com um sócio, sua primeira oficina mecânica, ficava na Rua da Penha em São Paulo, depois mudaram para Guarulhos na Vila Augusta, na casa do sócio, onde ficou conhecendo sua futura esposa, a irmã do sócio.

Quando em 1956 desfizeram a sociedade abriu oficina própria no centro de Guarulhos na Rua João Gonçalves nº 88.

1956 - Carretera Chevrolet vendida a Luiz Américo Margarido

Ficou conhecendo Edmundo “Dinho” Bonotti na Retifica Repamo e comprou dele um carro Chevrolet 1930, pouco depois o revendeu para o Dinho, pois este pretendia fazer uma carretera. Numa oficina na Penha Dinho desmontou o carro, tirou a carroceria, instalou um motor 235” de caminhão, 6 cilindros, mas o trabalho foi ficando demorado e desistiu, perguntou se Caetano queria comprar o carro e Caetano comprou e levou para sua oficina para concluir o trabalho. Como era fã de Fangio e gostava de corridas resolveu se inscrever numa prova, mas estando já alinhado, alguém denunciou que seu motor estava fora do regulamento e foi impedido de largar, mas na prova seguinte, “Premio Benedicto Lopes”, em agosto de 1956 já com 27 anos, estreou e com vitória.

Depois dessa prova vendeu a carretera para Luiz Américo Margarido e passou a montar outra, agora a partir de um Ford 1934. Em março de 1957, aos 28 anos se casou. Viveram juntos por 25 anos até ela falecer, mas não tiveram filhos.

Fez o campeonato de 1957 com essa carretera, correndo com o nº 69, mas para a “II Mil Milhas Brasileira” fez uma adaptação tentando evitar que o motor fervesse. Correu em dupla com o “Dinho” Bonotti que usou o apelido de “Gino Borgesa” (personagem de um piloto de F1 interpretado pelo ator Kirk Douglas no filme “The Racers” de 1955).
“- Mudamos o tanque, ao invés de gasolina era água, e o de gasolina era dentro do carro, comprei um tanque de avião, de alumínio grosso com um revestimento em volta, aí colocamos no lugar do banco traseiro e adaptamos uma bomba ali perto da cambio com mangueira para levar água para o radiador. Não adiantou, ferveu até o tanque. Saia vapor pelo bocal do tanque, chegamos em 27º lugar, porque precisou parar muito”.

1957 - Largada da Prova de Abertura do Campeonato Paulista
Por dentroAlfredo Santilli
1957 - III Prova do Cinquentenário do ACB - Caetano no carro nº 69 e no nº 50 Luiz Américo Margarido 1957- Largada III Prova do Cinquentenário  do ACB
Prova de Turismo Força Livre (Carreteras)
1957 - Mil Milhas Brasileiras
o carro fervia. Caetano examina o tanque

Terminado o campeonato de 1957 o amigo Camillo Christofaro, que ainda não tinha carretera, emprestou um motor Ford com equipamento Ardun, já havia mudado o seu “Camillo Especial” para motor Corvette,
“- O Dinho foi lá, pegou o motor e trouxe para a oficina, o Ardun é o seguinte: pegava um bloco de Ford, antigo, tirava aquele cabeçote baixinho, era válvula no bloco, e colocava cabeçote com válvula, mais tampa de válvula, o motor ficava desse tamanho, um absurdo. O motor era tão grande que precisou modificar até a caixa de direção”.

1958 - Margarido (2º) e Iervolino (1º) comemoram, Caetano (4º) só observa
Prova Sulamericana (TFL)

1958 - Carretera de Ivo Rizzardi, preparada por Caetano para a III Mil Milhas Brasileiras

1959 - IV Mil Milhas - Pneu correndo sozinho
 

Assim fez a 1ª prova do campeonato de 1958 (Prova Sulamericana), depois recolocou o motor original e vendeu para Antanas Bernotas, irmão de Dna. Juze Fittipaldi, ou seja, tio de Emerson Fittipaldi.

1958 - II 500 Km de Interlagos
Camillo Especial/Corvette 4.500cc

Não correu mais, até que em setembro para a prova “500 Quilômetros de Interlagos” o Dinho pegou emprestado o “Camillo Especial/Corvette” e chamou Caetano para parceiro uma vez que Camillo estreava seu novo carro e ele seria seu parceiro, era um mecânica nacional Alfa Romeo/Corvette. Dessa vez Dinho correu com o apelido de “Piloto H” e fez dupla com Camillo na Alfa/Corvette e com Caetano no Camillo Especial /Corvette, mas na prova não foram bem, Dinho capotou o carro na curva 3 (circuito antigo) na volta 38.

Como estava sem carro para correr aceitou convite de Ivo Rizzardi para fazer dupla na “III Mil Milhas Brasileiras” em 1958, preparou a carretera e ela recebeu o numero 88 por causa de sua oficina (Rua João Gonçalves, 88). Já havia usado uma vez.
Ivo tinha comprado a carretera dos irmãos Romano, que haviam comprado a carretera do Camillo, era aquela que o Djalma Pezzolato capotou num acidente fatal durante a “II Mil Milhas Brasileiras” em 1957 (corria em dupla com Camillo, que depois comprou e recuperou o carro e chegou a fazer duas provas com ela), os Romano a capotaram novamente em 1958. O Ivo lhe propôs: comprava a carretera, ele a reformava e correriam em dupla:
“- Aí levei o carro para a oficina, o carro estava todo batido, precisamos trocar até chassi, imagina! Eu tinha oficina boa, cheia de empregado, e fiquei quase um ano trabalhando só na carretera do Ivo, aí arrumamos a carroceria, funilaria, o chassis trocado, modificamos umas coisas lá, puta vida! Quando faltava acho que dois meses para a “Mil Milhas” começamos a andar, andar na Dutra, naquele tempo, sabe. Andar na Dutra, os guardas cronometravam, sabe, os guardas viraram amigos da gente. Quando chegava 160, 170 eles ficavam para trás, as motos, aquelas Indian, Harley, não davam. Não dava mais de 160. Quando faltou um mês começamos a andar em Interlagos, o carro andava, motorzinho original V8, quadrijet, os melhores tempos eram da nossa carretera e a do Gimenes Lopes que corria em dupla com o Camillo”.

1959 - IV Mil Milhas Brasileiras
Mecânico colocando a nova roda

Em 1959 só participou da “IV Mil Milhas Brasileiras”, em dupla com Ivo Rizzardi com a carretera comprada dos irmãos Romano. Uma nota curiosa dessa prova foi que Caetano perdeu uma das rodas no momento em que contornava uma curva, tendo que ficar parado por algumas voltas aguardando socorro dos boxes, mesmo assim completaram 192 voltas das 201 regulamentares, e chegaram em 6º lugar numa louca corrida de recuperação.

Em 1960 ainda estava sem carro, tinha comprado um terreno na mesma rua e transferido a oficina para lá, mas na época das chuvas a oficina desabou sobre os carros de vários clientes, prejuízo imenso, não correu, Ivo correu então em parceria com o Alfredo Santilli.

1961 voltou a fazer parceria com Ivo Rizzardi, carretera nº 2, correram a “VI Mil Milhas Brasileiras” e depois Ivo vendeu sua carretera para Roberto Gallucci que o chamou para ser parceiro em uma prova no Rio Grande do Sul. Aceitou e foi, mas acabou não correndo.
“- Nós fomos correr em Bagé/RS (13/05/1962 - “200 Milhas de Bagé), pista de terra, no treino o Gallucci bateu, quebrou, entortou o eixo, passamos a noite inteira consertando, mas no dia seguinte eu desisti de correr, peguei um avião e vim embora”.

1962 não correu porque não tinha carro, mas nesse tempo o Dinho comprou um carro Chevrolet 1934 de um mecânico de Itaquera, cliente da loja de peças e se associaram para fazer uma carretera, começaram mas logo se desentenderam e Caetano propôs que um deles comprasse a parte do outro.
- Aí ele comprou a minha. Gostei, queria vender mesmo, precisava de dinheiro”.

1963 participou  do "I 1600 Quilômetros de Interlagos" com a carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc fazendo dupla com c/Ivo Rizzardi, mas não foram bem , abandonaram por falhas mecânicas.

1964 - Preparação da carretera
GP Rogê Ferreira

1965 - Cerimônia de entrega
Premio Victor de 64
1965 - Troféu do Premio Victor da temporada de 1964

Dinho levou aquele Chevrolet 34 para o Nelson Brizzi fazer, mas ele demorou, nunca terminava, então levou lá para a Rua Tabor, no Ipiranga, para o Bonini fazer, que resolveu fazer no chassi da carretera também uma carroceria de “charuto”, Mecânica Nacional, ficava intercambiável.
“- Essa carroceria charuto foi o Bonini que fez, o último a fazer o carro foi o Bonini, Luciano Bonini. Aí ele fez o “charuto” e Dinho começou a treinar, gastou uma nota, ele gostava, tinha tudo de melhor, tanto que ele fez 3 viagens aos EUA para comprar um motor envenenado. O Dinho levou até o mapa de Interlagos, o preparador quis o mapa de Interlagos, para poder fazer, sabe, pinhão e coroa, medida de pneu. Mas o carro, do jeito que ele preparou, quando você entrava no miolo, depois da Ferradura, tinha que fazer todo o resto em 3ª, só na reta por fora era 4ª, tinha um passo de diferencial muito longo. Aí ele foi treinar para os 500 Quilômetros de 1963 e aconteceu o acidente fatal. Depois o Bonini trocou a carroceria, pôs de volta a carretera e eu adquiri o carro da viúva, troquei o diferencial, era um diferencial blocante, e coloquei um passo mais curto, não tão longo. Aí dava para andar o miolo em 4ª. Quando eu botei o diferencial mais curto ainda ficou longo, aí que eu fiz? Diminui no pneu, comecei a correr com pneu de JK, único pneu cinturado que tinha”.

Depois que comprou a carretera voltou a correr e estreou no “GP Rogê Ferreira” (08/03/1964) novamente com vitória e recorde da pista, sagrou-se campeão paulista em 1964 e em janeiro de 1965 recebeu o Premio Victor, ofertado pela revista 4Rodas, das mãos de seu ídolo de juventude, Juan Manuel Fangio, agora já penta-campeão mundial de F1.

1964 - Pronto para estéia da carretera
GP Roge Ferreira
1964 - GP Rogê Ferreira
Bandeirada da vitória
1964 - Prêmio Constantino Cury
Com autógrafo de Fangio
1964 - 1000 Quilômetros de Interlagos

A família do Irani Iervolino, outro corredor, era contra que ele corresse, então vendeu sua carretera para o Jair de Mello Vianna, que ia correr em dupla com o Camillo Christofaro a “IV Mil Milhas Brasileiras” em 1959, mas a caminho de um treino (as carreteras tinham placa, iam andando até a pista), bateram com um Buick e o Jair morreu, três mecânicos se feriram e Camillo Christofaro teve escoriações, aí a carretera foi vendida para Antonio Ales, e ele ia correr no ano seguinte, o carro foi preparado numa oficina no Tatuapé, mas na véspera da corrida a mãe dele colocou fogo no carro, ela era contra o filho correr de automóvel. Caetano comprou a carretera, uma Chevrolet 1940, toda queimada, sem motor, que foi vendido antes, levou para a oficina e tirou a carroceria, reduziu o chassi em 20 cm. entre eixos, Bonotti arrumou peças, aí foram correr a primeira vez e não deu muito certo, depois venderam para o Victório Azzalin que correu com Justino de Maio e venceram a “VII Mil Milhas Brasileiras” de 1965, Caetano foi segundo.

1965 - 250 Milhas de Interlagios, realizada no sentido inverso, Caetano, Camillo e Zé Peixinho

1965 - Parada nos boxes durante a
VII Mil Milhas Brasileiras

“- Em 65 nós fomos preparados para ganhar a “Mil Milhas”, que era para nós como uma 500 Milhas de Indianápolis, era o máximo! Eu queria ganhar uma Mil Milhas. Meu cunhado tinha um GMC, caminhão de puxar areia, o caminhão foi para Interlagos lotado. Levou aparelho de solda elétrica, aparelho de solda oxigênio, levamos cabeçote pronto de reserva, caixa de cambio de reserva, roda e pneu tudo balanceado.
Fiz dupla com o Bica Votnamis, quebramos, ficou parado atrás dos boxes, recolhemos o carro atrás dos boxes, levantamos com macaco, quebrou o platô da fricção, aí eu tive que deitar embaixo, tirei o cartinho da fricção, e deitado embaixo do carro mandei um cara desembrear, aí acertei as peças, quebrou aquele encosto do disco, o platô, aí eu consegui juntar as peças lá embaixo na posição e mandei soltar a embreagem, pá!! Não podia mais desembrear, aí empurramos do box e eu corri o resto da corrida toda em 4ª. Tudo em 4ª. Aí recuperamos terreno, quantas vezes passamos pelo Azzalin que chegou em 1º, sacando voltas e sacava volta e sacava volta, se tivesse mais umas 2 voltas nós teríamos ganho a corrida”.

Nesse ano participou ainda em dupla com Bica Votnamis, da “250 Milhas de Interlagos”, corrida realizada no sentido horário, inverso ao anti-horário tradicionalmente usado, ficaram em 2º lugar.

1965 - II 1600 Quilômetros de Interlagos
com Eduardo Celidonio
1965 - Contornando a Curva do Pinheirinho na prova do 3º Aniversário da APVC

1965 - Bonita disputa de posição entre Caetano e Camillo no 3º Aniversário da APVC

Depois de participar, sem muito animo, de duas provas do campeonato de 1966, na terceira etapa preferiu ficar em Guarulhos num evento de kart, aí desistiu, vendeu a nº 34 para Justino de Maio, era a melhor da época e ele estava entusiasmado com a vitória em 1965, Justino correu em 1966 em dupla com Décio D’Agostino, e o seu parceiro no ano anterior, Victório Azzalin, com o jornalista e piloto Expedito Marazzi com a carretera vencedora do ano anterior, aquela (queimada) reformada pelo Caetano

1966 - VIII Mil Milhas Brasileiras
Carretera nº 34 de Bica Votnamis

Em 1966 Bica Votnamis o convenceu a participar em dupla da “VIII Mil Milhas Brasileiras”, correram com uma carretera construída pelo Bica que levou o nº 34, mas não concluíram, quebrou a caixa de direção.

No inicio de 1967 participou novamente em dupla com Bica da “IV 12 Horas de Interlagos”, que acabou sendo sua última corrida, tinha 36 anos e 9 meses de idade.

Para a “Mil Milhas” de 1967 Bica construiu um estranho protótipo, o “Caçador de Estrelas”, onde o piloto ia sentado à frente do eixo dianteiro, e Caetano foi convidado a formar dupla.
“- O Bica fez o carro na medida dele, fez a medida dos pedais tudo pra ele, ele era grandão e eu, baixinho, eu não podia guiar o carro, e outra coisa, as tuas pernas eram o pára-choque, o motor traseiro, atrás do banco, eu achei aquilo, não sei, eu me recusei a correr com ele. (o carro).

Desiludido parou e partiu para o kart, comprou três karts, um Silpo, um Mini e outro fabricado em Guarulhos por um mecânico amigo seu, montou equipe que tinha um sobrinho seu que pilotava e ele também às vezes pilotava.
“- Eu parei porque achava que não dava sorte, quanta corrida que eu estava na frente e quebrava. Como aquela da fricção, é uma peça raríssima de quebrar, tanto é que eu me neguei a subir no pódio de tão nervoso e revoltado que eu estava. O Bica subiu”.

1958 2007

Por volta de 1970, vendeu seu terreno na João Gonçalves e alugou outro menor na mesma rua e montou loja de automóveis, ficou com a loja por aproximadamente 10 anos vendendo automóveis.
“- Eu gostava de oficina, nunca devia ter largado, nasci para guiar automóvel e consertar automóvel”.

Aposentado morou por um tempo em Caraguatatuba, litoral paulista, mas depois voltou a morar em Guarulhos.

Caetano Damiani faleceu no dia 14 de abril de 2021, dois meses antes de completar 92 anos


Clique aqui e veja uma entrevista ao vivo dele em 2013.
 

Participações em provas

12/08/1956 - Prêmio Benedicto Lopes - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet(6 cil) 3.850 ccnº 69 - TFL - 1º Lugar
10/02/1957 - I Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 - TFL - 4º Lugar
06/04/1957 - II Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 -
11º na geral e 7º na TFL 
23/06/1957 - III Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 - TFL - AB
25/08/1957 - IV Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 -
10º na geral e 6º na TFL
19/10/1957 - V Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 - 3º na geral e 2º na TFL
23/11/1957 - II Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 88 - c/Gino Borgesa (Dinho Bonotti) -
TFL - 27º Lugar
30/11/1957 - VI Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Carretera Ford 3.917cc nº 69 - TFL - AB
20/04/1958 - Prova Sulamericana - TFL - Interlagos/SP - Carretera Ford/Ardun 3.917cc nº 69 -
TFL - 4º Lugar
07/09/1958 - II 500 Km de Interlagos/SP - Camillo Especial/Corvette 4.500cc nº 68 - c/Piloto H (Dinho Bonotti) - 24º na geral e 20º na MN
22/11/1958 - III Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 88 - c/Ivo Rizzardi -
5º Lugar
21/11/1959 - IV Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 88 - c/Ivo Rizzardi - 6º Lugar
1960 - não correu
25/11/1961 - VI Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 2 - c/Ivo Rizzardi -
5º Lugar
1962 - não correu
24/11/1963 - I 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 2 - c/Ivo Rizzardi - AB
08/03/1964 - GP Rogê Ferreira - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - TFL - 1º Lugar
26/04/1964 - Prêmio Constantino Cury - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 -
TFL - AB
05/07/1964 - GP Vitória da Democracia - TFL - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - TFL - 1º Lugar
15/08/1964 - 1000 Quilômetros de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/Zé Peixinho (José dos Santos Filho) -
7º na gerral e 3º na TFL
27/03/1965 - II 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/Eduardo Celidonio - 8º na geral e 2º na TFL
25/07/1965 - Prova 3º Aniversário APVC - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 -
TFL - 1º Lugar
10/10/1965 - Festival Interclubes - TFL - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - TFL - 2º Lugar
27/11/1965 - VII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/Bica Votnamis -
TFL - 2º Lugar
19/12/1965 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/Bica Votnamis - TFL - 2º Lugar 
14/02/1966 - Campeonato Paulista - TFL - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 -
TFL - 2º Lugar
27/03/1966 - Campeonato Paulista - TFL - 2ª Etapa - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - TFL - 9º Lugar
27/11/1966 - VIII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - c/Bica Votnamis -
TFL - AB
19/03/1967 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Carretera Chevrolet/Corvette 4.500cc nº 34 - Bica Votnamis - 21º na geral e 7º na TFL


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