Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
Agnaldo de Goes Aldo Costa Alfredo Santilli Amauri Mesquita Antonio C. Aguiar Arlindo Aguiar Aroldo Louzada Bica Votnamis
Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damian Camillo Christofaro Carlos Sgarbi Catharino Andreatta Celso L. Barberis
Christian Bino Heins Ciro Cayres Domingos Papaleo Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambelo Ênio Garcia Eugênio Martins
Francisco Lameirão Fritz D'Orey Graziela Fernandes Haroldo Vaz Lobo Henrique Casini Jan Balder Jaime Pistili Jayme Silva
José Tôco Martins Júlio Andreatta Luiz A. Margarido Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo
Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

Página acrescentada em 02 de abril de 2006.  Atualizado em novembro de 2020.
 

Ciro Cayres
(Ciro Burjato Cayres)
por Paulo Roberto Peralta

1986

Ciro nasceu na cidade de Bebedouro, interior do estado de São Paulo, no dia 06 de novembro de 1932, filho de Aurélio Cayres e Dna. Maria Conceição. Seu pai, de origem portuguesa era um bem sucedido comerciante do ramo de tecidos e em 1939 quando Ciro tinha seis anos mudaram-se para São Paulo indo morar na Rua Pernambuco, bairro do Higienópolis, seu pai foi cuidar da empresa de comércio de tecidos por atacado da família, a J.Moreira & Cia.
Ciro, com 13 ou 14 anos, junto com o irmão Ary, quando iam à chácara da família ao lado da Via Anchieta já cuidavam do carro Ford do pai e de todos os outros que lá estivessem. O pai, depois de muita insistência e sabendo do gosto dos meninos, os levou ao Autódromo de Interlagos, o que só fez aumentar o gosto pelo automobilismo. Mas lá os avisou que não gostaria de ver nenhum dos dois se envolvendo com corridas.
Como morava próximo do bairro do Pacaembu, assistiu em 1949, já com quase 17 anos, a prova “Circuito do Pacaembu”, corrida nas ruas do bairro, ai então prometeu para si mesmo que um dia iria correr.
Por essa época, há um relato no livro "Maysa: Só numa multidão de amores" (biografia escrita por Lira Neto), em que Ciro dançou a quadrilha com Maysa: ".
..vestida a caráter, de véu e grinalda, com um dente incisivo pintado de preto, dançou a quadrilha de braços dados com Ciro Cayre, que envergava um paletó de bolsos remendados e chapéu de palha..."
Com a morte do pai os dois irmãos começaram a correr escondidos da mãe e usando os pseudônimos de Arigó I e Arigó II, corriam com recursos próprios e a ajuda de amigos, pois mesmo com a família bem de vida não podiam revelar essa nova atividade.
“- Era eu com eu. Era coragem, dedicação e boa vontade. Não havia interesse, nada. E nada com N maiúsculo”, disse numa reportagem para a revista VIA.
Logo foram descobertos e a mãe acabou por aceitar, mas não contribuía, no início, para a carreira dos filhos.
Em 1950 participou de uma corrida com um carro inglês, marca Riley, de 1.500cc. na categoria Força Livre abaixo de 2.5 e chegou em 3º lugar, seu irmão participou em outra categoria com carro Fiat, na corrida seguinte trocaram os carros e correu então de Fiat na categoria Turismo até 2.0 e novamente tirou o 3º lugar.

1951 - Largada da "24 Horas"Seu carro em destaque

Em 1951 se inscreveu em parceria com Raphael Gargiulo na prova “24 Horas Mercedes-Benz”, prova monomarca em que o fabricante cedeu o modelo 170D à gasolina ou à diesel, correram na categoria diesel e chegaram em 11º lugar.
Passou a correr com um carro esporte Allard/Cadillac de 5.490cc da Oficina Losacco e obteve sua primeira vitória (na categoria) na “Prova Prefeitura Municipal de São Paulo” em Interlagos (1953), em seguida, no mesmo ano, correndo numa Ferrari 195S de 2.341cc ganhou a “Prova da Independência”, agora na classificação geral.

1955 - 100 Milhas do IV Centenário
O carro nº 8 modelo original. O 44 é o Allard modificado pelo Losacco.

1955 - I Circuito Automobilístico de Pirajui

Desde 1953 participava com o Fiat Stanguelini, modelo esportivo, de alumínio, que Emílo Comino dono de uma oficina de carburadores na rua Jesuíno Arruda e grande entusiasta do automobilismo havia importado, corria representando o Comino, patrocinado por ele.
Em 1954 participou da última edição do Circuito da Gávea reestreando o Allard/Cadillac com a carenagem modificada por Victor Losacco, mas quebrou e não terminou a prova, semana seguinte participou com o mesmo carro da prova "GP IV Centenário da Cidade de São Paulo", mas também não completou. Depois correu a "
2 Horas de Interlagos" onde chegou em 2 º lugar com esse carro. A prova seguinte: " Circuito da Quinta da Boa Vista" pilotou um Fiat Neuf e venceu a prova. Ainda no Rio de Janeiro participou com uma Maserati da "100 Milhas do Maracanã", chegando em 3º lugar. Encerrou o ano participando da "100 Milhas do IV Centenário" em Interlagos, e novamente o Allard não terminou a prova.

Em 1955 fez duas provas com o Allard chegando em 5º na prova "IV Circuito do Maracanã" e venceu o "I Circuito Automobilístico de Pirajuí" no interior paulista.
Com quase 23 anos, partiu para a Europa com a intenção de participar de provas no velho continente, participou apenas da “10 Horas de Messina” na Itália em dupla com Gino Munaron, italiano. Bateu o recorde do circuito nos treinos, mas a Ferrari 500 Monza com que disputavam quebrou e não terminaram a prova. Na prova quem largou foi Munaron, que lhe entregou o carro em segundo lugar:
”- Pus em primeiro até sete horas e meia de corrida, ai ele bobeou numa mudança de marcha e quebrou o cambio”. Relembrou numa reportagem da revista VIA..
Sua estada na Europa durou 43 dias e coincidiu com o gravíssimo acidente em La Mans, que causou diversos cancelamentos de provas e os europeus começaram então a reestudar as condições das provas:
”- Sem corridas e sem dinheiro, voltei, mas mostrei que podia ser alguém mundialmente famoso”, disse na reportagem da revista VIA.

De volta ao Brasil fez uma prova em abril estrando o carro de Mecânica Nacional construído pelo Victor Lossaco com chassi próprio e motor Cadillac. Chegou em 8º lugar. Em seguida participou da primeira edição da “Mil Milhas Brasileiras“ com Chico Azevedo em seu Volvo correndo contra as famosas carreteras que tinham o dobro de cilindrada. Mesmo assim chegaram em 6º lugar.

Ano seguinte, já com 24 anos, participou com Christian "Bino" Heins do “Mil Quilômetros de Buenos Aires” com o Porsche 550RS e apesar de não terminarem, por causa de uma quebra, ficaram em 19º na geral e 5º na categoria pelo número de voltas completadas.
Como tinha uma Ferrari 195S, biposto, pediu ao “carrozieri” Toni Bianco que a transformasse em um monoposto da Mecânica Nacional, a montagem do motor e sua preparação foi feita na oficina de Victor Losacco para onde Toni se transferiu durante a execução. Com esse carro Ciro bateu o recorde da pista de Interlagos estabelecendo 3’37’’, recorde esse que perdurou por dez anos, sendo batido pelo Fitti/Porsche só em 1967,

1957
Prova Cinquentenário do ACP

Em 1957 participou e venceu duas provas antes de se inscrever para participar da primeira edição do “500 Quilômetros de Interlagos”, fez a pole, a melhor volta e liderou 105 das 154 voltas pelo anel externo de Interlagos, mas na volta 106, na curva 3 seu carro perdeu a roda traseira esquerda que atingiu 4 espectadores fazendo uma vítima fatal, Maria Silvia Gerin, Miss Elegante Bangu de Campinas de 1957. Seu carro capotou e Ciro sofreu diversos ferimentos, e foi com a perna engessada que diversos amigos, entre eles Pedro Romero, o levaram à Interlagos e em meio a lamentações quanto ao fim de sua carreira e provocações para que andasse na pista, ele então sentou no carro e saiu para uma volta:
“- Dei então uma volta a toda velocidade, bom, você pode imaginar que não foi o melhor tempo da minha vida, mas... me desinibi do medo”. Disse na reportagem da revista VIA.
Quando voltou para os boxes, todos estavam lá aplaudindo e o abraçaram.
“- Fizeram de propósito, me provocaram, feriram meu brio para salvar minha carreira. Eram amigos com A maiúsculo”. Na mesma reportagem.

Vale dizer que as pessoas assistiam a prova na Curva 3, um local proibido para o publico, como uma moça faleceu o Ministério Público apresentou denuncia contra o piloto e seu preparador Victor Losacco por homicídio culposo, mas meses depois o relator mandou arquivar o processo baseado no laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) que concluiu que o rompimento do eixo deveu-se à fadiga em conseqüência da própria corrida, sendo portanto imprevisível.
Só voltou a correr na “II Mil Milhas Brasileiras”, em novembro de 1957, quando fez dupla com Eugenio Martins num DKW F-91, mas iam tão mal que Ciro abandonou a prova antes do término, Eugenio então a concluiu sozinho, e em função das quebras e desistências de outros concorrentes classificaram em 18º lugar.

1957 - IV Prova Cinquentenário do ACP

1957 - 500 Quilômetros de Interlagos - A roda se solta, incio do acidente

500 Quilômetros de Interlagos - Estado que ficou o carro
(é o mesmo da primeira foto à esquerda)

Ano seguinte, 1958, voltou com a Ferrari/Corvette,já recuperada e no “II 500 Quilômetros de Interlagos” Ciro era considerado o azarão, pois largava em último por não ter participado da classificação, mas dada a largada foi ganhando posições e quando já estava entre os primeiros acabou rodando bem defronte aos boxes obrigando os demais concorrentes a fazerem manobras para desviarem de seu carro que depois de duas rodadas de 360 graus acabou parado no meio da pista com o motor afogado. Os boxes ficavam logo em seguida à subida de chegada (atual Curva do Café) e era, principalmente nas provas pelo anel externo, um local de altíssima velocidade.

1958 - Mil Milhas Brasileiras

Prova seguinte foi a terceira edição da "Mil Milhas Brasileirs" onde fez dupla com Leone Brancale num Fiat Stanguelini de 1221cc, não consegui o resultado.

1958 - Torneio Triangular Sulamericano

Quando no final de 1958 e início de 1959 participou do primeiro “Torneio Triangular Sul-americano” e não conseguiu marcar pontos percebeu que não tinha equipamento para fazer frente aos argentinos e uruguaios, tomou logo uma providência, mandou vir dos EUA um motor Corvette preparado por Ray Brown e para isso vendeu seu carro de passeio, um Chevrolet Impala ficando a pé. Já de posse do motor ficou sabendo que Ângelo Juliano, na Itália, tinha 3 Maserati 250F e pediu uma para ele, as outras duas foram para Antonio Mendes de Barros e Luiz Américo Margarido.

Por essa época trabalhava na Comercial Lara Campos, era recepcionista e testava e diagnosticava todos os carros que chegavam e novamente fazia os testes depois de consertados.

Em 1960 estreou o carro no “II Torneio Triangular Sul-americano”, venceu a etapa no Brasil, quebrou o diferencial na etapa da Argentina e foi segundo na etapa do Uruguai, ficando em segundo no Campeonato.

1960 - 24 Horas de Interlagos

Em 1960, aos 28 anos, faz sua primeira corrida com um carro Simca nacional em parceria com Bird Clemente, a “I 24 Horas de Interlagos” e chegaram em 9º lugar, ano seguinte repetiram a parceria e o carro, e chegaram em 11º lugar. Bird Clemente viria a se tornar seu cunhado ao casar com sua irmã Marise,
Em 1961, no dia 15 de janeiro, estabeleceu com sua Maserati Corvette o recorde para o circuito completo: 3m37s0, na classificação para a prova do “III Torneio Triangular Sul-americano”. Em 1961 a Simca montou sua "escuderia" e chamou Ciro para comandá-la, ainda não era uma "equipe oficial de fábrica", o que só viria a acontecer no ano seguinte quando o Departamento de Propaganda criou o Departamento Esportivo, logo mudado para Departamento de Competição, Ciro acumulava então a função de dirigente com a de piloto.

1963 - II Circuito de Araraquara
Ciro com problemas de refrigeração em sua Maserati/Simca sem o bico do carro

Sua Maserati recebeu um motor V8 Simca para dessa forma continuar a participar das provas de Mecânica Nacional.
Na “Corrida do Batom” em 1963 Ciro teve que cuidar das duas irmãs que competiam e não favoreceu nenhuma delas, apesar de Leonie usar um Simca e Marise (esposa de Bird na época), a vencedora da prova, uma Berlineta. Depois dessa prova Bird costumava dizer
"- Aquela era a família mais speed de São Paulo."
Casou-se com Iracy em 1964 aos 32 anos depois de um namoro de 10 anos e ela o acompanhou por toda sua carreira e após também, tipo companheira inseparável, mas não tiveram filhos.
Em março de 1964 Ciro venceu de forma brilhante o “GP Rogê Ferreira”, como que para apagar a imagem de mau piloto que os resultados medianos com os Simcas lhe marcaram. O Simca era um carro pesado e fraco, e Ciro trabalhava em conjunto com o setor de desenvolvimento de motores, cada inovação conseguida ia para a linha de montagem.

1964 - Simca Tempestade (Perereca)

1964 - Simca Abarth

Começou também a trabalhar no desenvolvimento de um protótipo usando o chassis e a suspensão da Maserati equipado com o recém lançado motor Simca Tufão e uma carroceria tipo GT, o Tempestade, carro que mais tarde acabou apelidado de “Perereca”, de tanto que pulava na pista! Estreou o carro no “Mil Quilômetros de Interlagos” de 1964, mas não completou por quebra da suspensão (da Maserati).

Em setembro daquele ano chegaram ao Brasil os Abarth, carro que a Simca usou para vencer as Berlinetas e os DKW Malzoni que chegaram e conseguiam bons resultados. Após a chegada dos Abarth Ciro preferiu assumir a função de piloto e a direção da equipe passou à Chico Landi.

Na prova “I 6 Horas de Brasília” de 1964  Chico Landi, então chefe da equipe, mandou os dois carros Abarth segurarem para Ciro vencer com o Tempestade, estava equipado com recém lançado motor Tufão. Uma jogada de marketing para de promover o novo motor. Jogo de equipe sempre existiu.

Em 14 meses os Abarth participaram de 12 provas e venceram 9, sendo que uma das que perderam foi por uma manobra de marketing da Simca, a vitória ficou com o Simca Tempestade pilotado por Ciro, que venceria novamente com esse carro o “II 500 Quilômetros da Guanabara” de 1965, dessa vez sem favorecimento da equipe.

1971 - 12 Horas de Interlagos
com Graziela Fernandes

Na última corrida dos Abarth no Brasil, o “VIII 500 Quilômetros de Interlagos” em 1965, Ciro pilotou uma Abarth equipada com o motor Simca nacional, mas não completou a prova por quebra mecânica.
Com o fechamento do Departamento de Competições da Simca em 1966, foi convidado a correr na equipe Jolly-Gancia com Alfa Romeo, mas após 3 provas em 1967 sem bons resultados e mais o fechamento de Interlagos entre 1968 e 1969 para reformas o fizeram dar uma parada na carreira automobilística.
Antes, em1967, havia sido convidado a participar da “IX Mil Milhas Brasileiras” ao lado de Bica Votnamis em seu protótipo “Caçador de Estrelas”. Apesar de estranhar bastante a posição do piloto (à frente do eixo dianteiro), uma reportagem da época diz que acabou por aceitar, afinal o “bicho” tinha um motor de 450 cavalos, mas na véspera da corrida o carro não foi homologado e a direção da prova não autorizou sua participação. Ciro ficou então quase 3 anos sem participar de provas.

1970 - BMW 2002 Spyder (Esquife Voador)
 

Nesse tempo foi contratado pela GM para desenvolver o Chevrolet Opala, só voltou às pistas em 1970 correndo pela equipe CEBEM de seu amigo Aguinaldo de Goes Filho estreando com uma vitória no “1500 Quilômetros de Interlagos” correndo de BMW em dupla com Jan Balder, esse carro era um sedã mas Aguinaldo resolveu cortar fora a capota no que foi imediatamente apoiado por Ciro, que talvez relembrando o tempo da Mecânica Nacional dizia:
"- ...o negócio é correr com a cuca de fora...". Essa passagem Jan conta com muito mais detalhes e com a propriedade de quem a vivenciou, em seu livro "Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro".

Fez 3 corridas pela equipe CEBEM, as outras duas foram: "Premio Tufic Scaf", nova vitória;  ai novamente em dupla com Jan Balder correu a "VI Mil Quilômetros de Brasília", mas dessa vez não foram bem, 20º lugar 

Finalmente Ciro resolveu inscrever o Chevrolet Opala numa competição, trabalhando no Departamento de Testes da GM propôs à fábrica colocar o carro na prova “IV 24 Horas de Interlagos” para testar o câmbio de 4 marchas, a fábrica recusou mas se propôs a dar apoio técnico, ele então se associou à Freios Varga e aproveitou para testar não só o câmbio como também os freios, correu novamente em dupla com Jan Balder e chegaram em 7º lugar.

1971 foi uma temporada fraca para Ciro, depois de participar com Graziela Fernandes da prova “VI 12 Horas de Interlagos” com Alfa Romeo GTA da Equipe Jolly, fez mais três corridas, mas com um Chevrotet Opala.

1972 -Interlagos 1974 - Interlagos 1986 - Com o "velho" companheiro

Em 1972 correndo de Chevrolet Opala, Divisão 3, tirou três segundos e um terceiro lugar nas 4 provas que participou. Com 40 anos de idade ficou de fora das competições em 1973, mas voltou em 1974 com um Chevrolet Opala muito bem preparado e sagrou-se campeão paulista da Divisão 3 e parou definitivamente de competir aos 43 anos de idade:
”- Eu já tinha de prestar muita atenção na coisa. Antes, os reflexos e a coragem eram espontâneos. Agora, eu tinha de me esforçar. Avisei então que estava encerrando”. Revista VIA.
Continuou seu trabalho na engenharia experimental da GM até se aposentar. 

No dia 28 de novembro de 1999 Ciro, aos 67 anos de idade, vítima de problemas cardíacos e pulmonares recebeu sua bandeirada final em São Bernardo do Campo (SP).
Com sua morte desapareceu um dos heróis do automobilismo brasileiro, inspirador das gerações de pilotos que invadiram as pistas de todo o mundo e proporcionaram a conquista de oito títulos mundiais de Fórmula 1.


Participações em provas
(com a colaboração de Ricardo Cunha)


xx/02/1950 - Circuito de Interlagos/SP - Riley 1.500cc - 3º Lugar
30/04/1950 - III Prêmio Crônica Esportiva Paulista - Interlagos/SP - Fiat -
3º Lugar  
26/11/1950 - I Etapa Camp. Paulista - Interlagos/SP - Fiat - 3º Lugar
18/08/1951 - I 24 Horas de Interlagos Mercedes-Benz/SP - Interlagos/SP - Com Raphael Gargiulo - Mercedes Benz 170D 1.767cc - Diesel -
11º Lugar
10/05/1953 - Prova Pref. Municipal de São Paulo - Interlagos/SP - Allard/Cadillac 5.434cc - 1º Lugar
xx/09/1953 - I Prova da Independência - Interlagos/SP - Ferrari 195S 2.380cc -
1º Lugar
xx/xx/1953 - 2 Horas de Interlagos/SP - Fiat  nº 44 - 2º Lugar
04/01/1954 - XIII GP Cidade do Rio de Janeiro - Circuito da Gávea - Allard/Cadillac 5.434cc nº 44 -
AB
10/01/1954 - VII GP Cidade de São Paulo - Interlagos/SP - Allard/Cadillac 5.434cc - 4º lugar
16/05/1954 - 2 Horas de Interlagos/SP - Interlagos/SP - Allard/Cadillac 5.434cc nº 82 -
2º na geral e na SP+1.5
20/06/1954 - Circuito da Quinta da Boa Vista/RJ - Simca Neuf 1.221cc nº 52 - SP-1.5 - 1º Lugar
22/08/1954 - 100 Milhas do Maracanã/RJ - Maserati nº 3 -
3º Lugar
28/11/1954 - 100 Milhas do IV Centenário - Interlagos/SP - Allard/Cadillac 5.434cc - AB
20/02/1955 - IV Circuito do Maracanã/RJ - Allard/Cadillac 5.434cc - SP+1.5 -
5º Lugar
29/03/1955 - I Circuito Automobilístico de Pirajuí/SP - Allard/Cadillac 5.434cc - 1º Lugar
24/07/1955 - 10 Horas de Messina - Sicília/ ITA - Com Gino Muraron - Ferrari 500M 1.984cc nº 23 -
AB
08/04/1956 - Temporada do Automóvel Clube do Brasil - Interlagos/SP - Lossaco/Cadillac
- 5.200cc - 8º lugar
24/11/1956 - I Mil Milhas Brasileiras Interlagos/SP - Com Chico Azevedo - Volvo nº 88 -
6º Lugar
20/01/1957 - Mil Quilômetros Ciudad de Buenos Aires/ARG - Com Christian "Bino" Heins - Porsche 550RS 1.491cc nº 66 - 19º na geral e 5º na SP-1.5
xx/05/1957 - Prova Jornada Sudan - Interlagos/SP - Maserati/Corvette 4.500cc nº 44 -
MN - 1º Lugar
25/08/1957 - IV Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos/SP - Maserati/Corvette 4.500cc nº 44 - MN - 1º  Lugar
07/09/1957 - I 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 - MN -
AB
23/11/1957 - II Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Eugênio Martins - DKW  Vemag 981cc nº 8 - 19º Lugar
07/09/1958 - II 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 -
MN - AB
22/11/1958 - III Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Leone Brancale - Fiat Stanguellini 1.221cc 12 - ND
30/11/1958 - I Torneio Triangular Sulamericano - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 -
MC - Lugar
22/02/1959 - I Torneio Triangular Sulamericano - Montevideo/Uruguai - Autodr. de “El Pinar - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 - MC - Lugar
01/03/1959 - I Torneio Triangular Sulamericano - Buenos Aires/ARG Autodr. Mun. Buenos Aires - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 -
MC - Lugar
21/11/1959 - IV Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Bird Clemente - DKW Vemag 981cc100 -
11º Lugar
xx/xx/1959 - GP Cidade do Rio de Janeiro/RJ - ?????? - Ferrari/Corvette 4.500cc nº 44 - MN - Lugar
10/01/1960 - II Torneio Triangular Sulamericano - Interlagos/SP - Ferrari/Corvette 4.500cc  nº 44 -
MC - Lugar
17/01/1960 - GP Cidade do Rio de Janeiro - Barra da Tijuca/RJ - Ferrari/Corvette 4.500cc  nº 44 - MC - Lugar
23/04/1960 - GP Juscelino Kubitschek - Eixo Rodoviário Sul - Brasília/DF - Maserati/Corvette 4.500cc  nº 44 - MN - Lugar
03/07/1960 - II 24 Horas GEIA - Interlagos/SP - Com Bird Clemente - Simca Chambord - 2.432cc6 -
Lu
gar  
09/09/1960 - III 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Maserati 450S 4.500cc nº44 - SP+2.0 - AB     
07/11/1960 - I Circuito Internacional da Guanabara - Barra da Tijuca/RJ -
Maserati/Corvette 4.500cc  nº 44 - MN - Lugar
26/11/1960 - V Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Mario Cesar Camargo Filho - DKW Vemag  981cc 10 - 10º Lugar
15/01/1961 - III Torneio Triangular Sulamericano (SP/MN) - Interlagos/SP - Maserati/Corvette 4.500cc44 -
MC - 1º Lugar
14/05/1961 - Circuito de Piracicaba/SP - Maserati/Corvette 4.500cc nº44 - MN - AB  
03/06/1961 - III 24 Horas de Interlagos/SP - Interlagos/SP - Com Bird Clemente - Simca Chambord 2.432cc nº 9 -
11º Lugar
 
07/09/1961 - IV 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Maserati/Simca  2.550cc nº 44 -
MN-2.5 - ND
25/11/1961 - VI Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Danilo de Lemos - Simca Chambord 2.432cc - 10º Lugar
17/12/1961 - Circuito da Barra - Salvador/BA - Simca Chambord 2.432cc nº 44 -
Lugar
25/01/1962 - 12 Horas de Interlagos/SP - Com Ignácio Terrana/José Rodrigues - Simca Chambord 2.432cc nº 51 - AB
25/02/1962 - Prêmio Victor Losacco - Interlagos/SP - Simca Chambord 2.432cc nº 44 -
Desclassificado
29/04/1962 - I Mil Quilômetros de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - Com Jayme Silva - Simca Presidence 2.432cc nº 44 -
na geral e 2º na Cat.B
21/07/1962 - Circuito de Petrópolis/RJ - Grupo III 
- Simca Chambord 2.432cc nº 44 - AB
19/08/1962 - I Circuito de Araraquara/SP - Grupo I - Interlagos/SP - Simca Chambord 2.432cc nº 44 - na geral e na T-2.5
02/09/1962 - 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Simca Chambord 2.432cc nº 44 - 4º Lugar
07/09/1962 - V 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Maserati/Simca
2.550cc nº 44 - MN-2.5 - AB
30/09/1962 - I 6 Horas da Guanabara - Barra da Tijuca/RJ - Com José Fernando "Tôco" Martins - Simca Chambord 2.432cc nº 44 -
Lugar
08/12/1962 - I 500 Milhas de Interlagos/SP - Com Jayme Silva/Danilo de Lemos/José Fernando "Tôco" Martins - Simca Chambord 2.432cc nº 26 - na geral e na T+2.0 
08/12/1962 - I 500 Milhas de Interlagos/SP - Com Jayme Silva/Danilo de Lemos/José Fernando "Tôco" Martins - Simca Chambord 2.432cc nº 44 -
T+2.0 - AB
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Jayme Silva/Danilo de Lemos/José Fernando "Tôco" Martins - Simca Rallye 2.550cc nº 26 - na geral e na T+2.0
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Jayme Silva/Danilo de Lemos/José Fernando "Tôco" Martins - Simca Rallye 2.550cc nº 44
- T+2.0 - AB
23/06/1963 - 12 Horas de Porto Alegre/RS - Simca Chambord 2.432cc nº 44 - AB
29/06/1963 - IV Aniversário do ACESP - Interlagos/SP - Maserati/Simca 2.550cc nº 44 - MN-2.5 - Lugar
25/08/1963 - II Circuito de Araraquara/SP - Maserati/Simca 2.550cc nº 44 - MN-2.5 - Lugar
07/09/1963 - VI 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Maserati/Simca 2.550cc nº 44 -
MN-2.5 - AB
27/10/1963 - 500 Quilômetros de Porto Alegre/RS - Simca Rallye 2.550cc44 - 6º Lugar
10/11/1963 - I 1500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Danilo de Lemos - Simca Rallye 2.550cc44 - T+2.0 - Lugar
24/11/1963 - I 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Jayme Silva - Carretera Simca 2.550cc nº 26 - TFL - Lugar
08/03/1964 - GP Rogê Ferreira - Interlagos/SP - Maserati 450S 4.450cc  nº 44 -  na geral e na SP+2.5
05/07/1964 - GP Vitória da Democracia - Interlagos/SP - Carretera Simca 2.550cc nº 26 - TFL -
Lugar

15/08/1964 - 1000 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Ubaldo Cesar Lolli - Simca Tempestade 2.550cc nº 44 - PT - AB

30/08/1964 - III 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Simca Abarth 1.946cc nº 44 - Lugar
07/09/1964 - VII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Simca Tempestade 2.550cc nº 44 -
PT - AB 
07/09/1964 - VII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com José Fernando "Tôco" Martins - Simca Abarth 1.946cc62 -  Lugar

29/11/1964 - I 6 Horas de Brasília/DF - Trampolim do Eixo - Com Ubaldo Cesar Lolli - Simca Tempestade 2.550cc nº  62 -
 Lugar

27/03/1965 - II 1600 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Jayme Silva - Simca Tufão 2.432cc nº 26 - AB                        
26/04/1965 - III 12 Horas de Brasília/DF - Trampolim do Eixo - Com Ubaldo Cesar Lolli - Simca Abarth 1.946cc nº 44 - 3º na geral e  na T+1.3

16/05/1965 - II 500 Quilômetros da Guanabara/RJ - Barra da Tijuca - Com Ubaldo Cesar Lolli - Simca Abarth 1.946cc nº 44 - AB

16/05/1965 - II 500 Quilômetros da Guanabara/RJ - Barra da Tijuca - Com Jayme Silva e Pedro Jaú - Simca Tempestade 2.550cc nº  62 -
 Lugar 
23/05/1965 - III 12 Horas de Interlagos/SP - Com Ubaldo Cesar Lolli - Simca Abarth 1.946cc nº 44 - AB
06/06/1965 - Campeonato Carioca - 2ª Etapa - Ilha do Fundão/RJ - Simca Abarth 1.946cc nº 44 -
 Lugar
20/06/1965 - II 6 Horas de Interlagos/SP - Simca Abarth 1.946cc nº 44 - AB                   
08/08/1965 - I Circuito de Vitória/ES - Simca Tempestade 2.550cc62 -
2º Lugar
15/08/1965 - I GP Rodovia do Café/ PR - Curitiba/Apucarana/Curitiba - Simca Tempestade 2.550cc nº 44 -  Lugar
05/09/1965 - IV 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP   Simca Tufão 2.550cc64 -
18º Lugar
19/09/1965 - GP IV Centenário do Rio de Janeiro/RJ - Barra da Tijuca - Simca Abarth 1.946cc nº 44 -
AB                  
19/10/1965 - VIII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Protótipo Abarth/Simca 2.550cc83 -
PT - AB 
Esse era um protótipo Abarth com motor Simca V8 nacional e cambio VW
11/12/1965 - II 6 Horas de Curitiba/PR - Com Pedro Jaú - Carretera Simca 2.550cc nº 26 - TFL 1º Lugar
19&20/10/1966 - X GP Argentino de Turismo Melhorado - Pilar - Pergamino/ARG - Simca Emi Sul 2.410cc -
AB
19/11/1966 - VIII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Willys Interlagos - Quebrou nos treinos
19/03/1967 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Com Ubaldo Cesar Lolli - Alfa Romeo Giulia 1.570cc -
4º Lugar
23/04/1967 - III Mil Quilômetros de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com Ubaldo Cesar Lolli - Alfa Romeo Giulia 1.570cc nº 25 - 14º na geral e 9º na T-2.5
11/06/1967 - III 6 Horas de Interlagos/SP - Com Luis Carlos Sansone - Alfa Romeo Giulia 1.570cc -
5º Lugar
                                Reformas em Interlagos - 1968/69
08/03/1970 - 1500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Jan Balder - BMW 2002 Spyder 1.990cc nº 9 - 1º Lugar
22/03/1970 - Prêmio Tufic Scaff - Interlagos/SP - BMW 2002 Spyder 1.990cc nº 9 -
1º Lugar
19/04/1970 - VI Mil Quilômetros de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com Jan Balder - BMW 2002 Spyder 1.990cc nº 9 - 20º na geral e 12º na T-2.5
24/05/1970 - 24 Horas de Interlagos/SP - Com Jan Balder - Chevrolet Opala 4.100cc nº 44 -
7º Lugar 
21/03/1971 - V 12 Horas de Interlagos/SP - Com Graziela Fernandes - Alfa Romeo GTA 1.570cc nº 32 - AB
07/09/1971 - XII 500 Quilômetros de Interlagos/SP- Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 -
7º Lugar
18/12/1971 - II Etapa do Torneio Sulamericano - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 - 9º Lugar
30/04/1972 - Festival de Roncos e Motores - Div.3 - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 -
2º Lugar
14/05/1972 - Prova dos Campeões - Div.3 - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 - 2º Lugar
17/05/1972 - 100 Milhas de Interlagos/SP (CBVT) Div.3 - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 -
2º Lugar
15/10/1972 - Camp. Bras. Viaturas de Turismo (CBVT) Div.3 - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.100cc - nº 44 - 3º Lugar
03/03/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 1ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 -
1º Lugar
24/03/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 2ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 - 8º Lugar
07/04/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 -
1º Lugar
28/04/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 4ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 - 1º Lugar
29/06/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 7ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 -
6º Lugar 
14/07/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 8ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 - 1º Lugar 
31/08/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 9ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 -
1º Lugar 
xx/09/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 10ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 - 15º Lugar 
xx/10/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 11ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 -
1º Lugar
17/11/1974 - Campeonato Paulista - Div.3 - 12ª Etapa - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.300cc nº 44 - 1º Lugar 


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