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Página acrescentada em 01 de outubro de 2015.
 

Gino Bianco
(Luigi Bertetti Bianco)

Nascimento: 22/07/1916  -  Falecimento: 08/05/1984

1951

Nascido em 22 de julho de 1916 no norte da Itália na cidade de Turim (Torino) , filho de Pietro Bianco e Federica Bertetti recebeu o nome de Luigi Bertetti Bianco. Alguns sites dão seu nome como Luigi Emilio Rodolfo Bertetti Bianco, mas nos jornais da época e em sua certidão de óbito, que o Sergio Sultani gentilmente me forneceu uma cópia, aparece como Luigi Bertetti Bianco.
Seu pai tinha uma fabrica de doces em Turim (Marca
Savoia). É consenso que sua família veio para o Brasil quando Gino ainda era menino, tinha 12 anos, indo morar no Rio de Janeiro, então deve ter sido por volta de 1928. Há uma noticia de casamento publicada em 14 de janeiro de 1939 onde ficamos sabendo que ele tinha pelo menos uma irmã, Elizabeth Bertetti, que se casou com Constantino, filho de sua tia Santina (irmã de sua mãe) que também veio para o Brasil. Essa noticia diz também que seu pai era comerciante, e sabemos que o jovem Gino aprendeu mecânica, provavelmente trabalhando em oficinas.
Quando aconteceu a primeira corrida no Circuito da Gávea, o “I Grande Premio Cidade do Rio de Janeiro” em 1933 no dia 8 de outubro ele tinha 17 anos, então deve ter assistido a vitória de
Manuel de Teffé na prova.
Não encontrei informações sobre ele até estrear 5 anos depois (1938), já com quase 22 anos, nessa mesma corrida. Por essa época tinha ou trabalhava numa oficina, provavelmente na Rua Aires Saldanha, em Copacabana, e provavelmente de Mauricio Dantas.
Em 1938 houve duas edições da corrida da Gávea, a primeira nacional, em 29 de maio, e a sexta internacional, em 12 de junho, Gino participou apenas da nacional, que foi chamada de “Premio Comendador Sabbado D’Angelo”. Estava inscrito como suplente de Mauricio Dantas Torres num Bugatti adaptado com motor Chrysler. Haviam 45 inscritos e só 18 suplantaram o tempo mínimo exigido, ele fez o 8º melhor tempo, mas na prova não foi feliz, abandonou na 1ª volta.
“Logo depois da curva do Leblon os carros 16 e 24, na perspectiva de um encontro, tiveram de se desviar subitamente. O primeiro, de Luigi Bianco, subiu um barranco, enquanto o de Antonio Botelho chocava-se com o meio fio que dá para o mar, avariando-se os carros, mas não ferindo os seus motoristas.” - A Noite - 30/5/1938
“- Fiz tantos sacrifícios para logo na primeira volta acontecer esse desastre! Empreguei todos os meus recursos para evitar o acontecido. Felicito-me por ter escapado ileso.” Disse após a prova.
Ele só voltou a correr no ano seguinte (1939), novamente na Gávea, apenas para pilotos brasileiros ou aqui residentes.
“... a Crysler adaptada, antiga “Carioca” de Júlio de Moraes foi pilotada por Luigi Bianco e Dantas Torres, que fizeram algumas voltas sem grande preocupação de marcar tempo...” - Gazeta de Notícias - 10/10/1939
Correu com o Bugatti/Chrysler que Mauricio Dantas havia comprado em 1938 e estava indo bem, mas teve que parar no box na 6ª volta (de 20) com a embreagem patinando e desistiu.
“... Luigi Bianco, piloto do carro de Mauricio Dantas foi forçado a desistir...” - O Globo Sportivo - 4/11/1939
Nesse mesmo ano esteve em São Paulo para a “quase” inauguração do Autódromo de Interlagos em 29 de novembro, com o mesmo carro, mas devido as fortes chuvas a prova foi cancelada e adiada “sine die”.
Finalmente em 12 de maio de 1940 aconteceu a corrida inaugural de Interlagos e Gino participou com a Bugatti/Chysler e de novo abandonou.
Nascimento Junior venceu a prova.
Em 29 de dezembro participou do Circuito da Gávea, dessa vez com um Fiat adaptado, até essa prova os jornais se referiam à ele como Luigi Bianco, largou em 6º lugar e completou a primeira volta em 5º, mas voltas depois seu carro derrapou e subiu numa pedra na Av. Bartolomeu Mitre. Não completou novamente.
“Luigi Bianco, pilotando o carro 12, também vinha fazendo boa corrida, na 11ª volta, porém a sua barata derrapou na Avenida Bartholomeu Mitre e, depois de descrever três voltas no ar caiu em pé sobre a calçada. Bianco felizmente nada sofreu.” - O Globo Esportivo - 3/1/1941
Em 30 de março de 1941 então já com quase 25 anos participou de sua primeira prova de Subida de Montanha, na Estrada Rio-Petrópolis, aonde chegou em 7º lugar com um Fiat Adaptado. Participou também,d a “Prova Presidente Getúlio Vargas” para Turismo Força Livre, uma prova de estrada que saindo do Rio ia até Goiânia, São Paulo e voltava ao Rio, perfazendo 3.731 Km. A prova teve 38 inscritos (alguns estrangeiros), mas dos 35 que largaram só 11 completaram, ele com um Fiat não completou, desistiu na 3ª etapa (Uberaba-Goiânia). Fangio venceu.
Para o Circuito da Gávea de 1941 se inscreveu com uma Maserati, provavelmente seu primeiro carro de corrida, treinou e se classificou no 6º pelotão, mas não alinhou para largar, fez “forfait” como diziam os jornais da época repetindo um termo usado no turfe.
Pelo inicio dos anos 40 abriu sua oficina própria, a Oficina Meridional na Rua Francisco Otaviano, onde décadas depois foi construído o bingo Arpoador.
Em 1942 não houve corridas em virtude do racionamento de combustíveis imposto pelo governo em consequência da II Guerra, mas em 1943 com a adoção do gasogênio como combustível as corridas voltaram e ele participou com um carro Delahaye com gasogênio em 1943 e 1944 da “Prova Interventor Fernando Costa” em Interlagos, não terminou nenhuma delas. Participou também de três provas de Subida de Montanha no Rio de Janeiro com bons resultados. Em 1945 passou a usar um carro Fiat com gasogênio, fez três provas não terminando nenhuma delas.
Era casado com Carmen Martins Bertetti e tinham um filho. Não consegui o ano do casamento, mas deve ter sido entre 1942 e 1945.
Em 1946 as corridas voltaram ao normal e ele, já com 30 anos, participou com Maserati de duas provas de Subida de Montanha, vencendo uma e abandonando outra. Apesar de inscrito no “I GP da Quinta da Boa Vista” não largou, mas em dezembro no “Premio Crônica Esportiva” também no circuito da Boa Vista foi 2º lugar, perdendo apenas para
Chico Landi.
Iniciou o ano de 1947 disputando em Interlagos o “GP Cidade de São Paulo” onde apesar de largar em 2º acabou perdendo essa posição para o italiano Enrico Platé pois teve de parar no box por um pequeno problema no tanque de gasolina, mesmo assim chegou em 3º lugar. Landi venceu.
Ainda em 1947 participou de mais 5 provas, sendo que em março chegou em 3º numa  prova internacional realizada em Interlagos (SP), perdendo apenas para o italiano Acchile Varzi e Chico Landi em 2º, venceu no entanto a “Subida da Tijuca” no Rio de Janeiro.

Rubem Abrunhosa e Gino Bianco embarcam suas Maseratri para São Paulo
Fonte: Sport Ilustrado - 1948

Em 1948 participou de oito provas, com alguns bons resultados e outros nem tanto, além de dois abandonos e nenhuma vitória. Sua oficina na Rua Francisco Otaviano atendia diversos pilotos, entre eles Rubem Abrunhosa que teve sua Maserati reparada para a prova GP da Lavoura conforme o jornal A Manhã (RJ), e também os carros Alfa Romeu de Henrique Casini e Maserati de Carlos Barbosa lá também foram reparados, além é claro de seu próprio carro que recebeu amortecedores novos. Anuar de Goes Daquer teve seu carro reconstruído depois de um acidente.
Em julho de 1949 correu em Petrópolis (RJ) com Maserati e após uma acirrada disputa com Herique Casini ficou com a vitória, em agosto chegou em 3º no “
GP Cidade de Belo Horizonte” (MG), corrido num circuito que circundava a Lagoa da Pampulha. Nessa prova aconteceram dois acidentes, um deles fatal, o que aliado ao publico que teimava em invadir a pista levou o chefe de policia a interromper a prova na 8ª volta das 10 previstas. Chico Landi venceu, mas Gino estava atrasado, não faria diferença. Depois participou de uma prova no Circuito da Boa Vista (RJ) e em seguida das 4 provas do I Campeonato de Subida de Montanha, vencendo 3 delas e ficando em 2º na última. Sagrou-se o primeiro campeão carioca de Subida de Montanha.
Em 1950 participou de uma prova em abril, em Interlagos, de Turismo Força Livre sem, no entanto completar. Depois participou do II Campeonato de Subida de Montanha, vencendo 3 e ficando em 2º em outra, vencida por Chico Landi, com esses resultados sagrou-se bicampeão, participou ainda de mais duas provas, uma na Quinta onde foi 2º e outra em Interlagos onde abandonou.
1951 foi um ótimo ano para ele, participou com a Maserati de 4 provas com excelentes resultados, inclusive uma vitória.
“... favorecido com a falta de chance de Landi, Gino Bianco conquistou um bonito triunfo, pode-se dizer que foi a vitória da tenacidade, que de longa data vem perseguindo...” - O Globo - 23/4/1951
Em entrevista ao jornal “Ultima Hora” de 15/8/1951 ele disse:
“- Essa vitória não valeu porque o campeão brasileiro foi forçado a desistir.”
E de novo venceu o Campeonato de Subida de Montanha, agora em sua terceira edição, tornando-se tricampeão.
“Gino Bianco foi o herói da manhã de ontem, repetindo assim sua proeza de sábado e das três competições anteriores, dessa forma, o veterano volante sagrou-se campeão invicto do III Campeonato de Subida de Montanha, juntando mesmo ao seu cartel o titulo de tricampeão...” - O Globo - 13/8/1951
Nessa prova ele participou com dois carros, colocando um em primeiro o outro em segundo, mas não valeu:
“A corrida de ontem teve, aliás, seu brilho empanado por uma irregularidade que não deve ser repetida para o bem do próprio automobilismo. É que a Comissão de Corridas, contrariando todos os regulamentos, permitiu que um mesmo corredor tomasse parte da mesma prova, pilotando dois carros diferentes. Tanto mais de lamentar foi essa atitude por ter ela beneficiado um volante que não necessita de proteção de quem quer que seja para se classificar bem em nossas pistas.
Referimo-nos a Gino Bianco, que venceu a prova principal pilotando Maserati, e, fato curioso e inédito, colocou-se em segundo dirigindo a Talbot de propriedade de Pinheiro Pires.”
- O Globo - 13/8/1951

Estado em que ficou seu carro na prova  24 Horas de Interlagos
Fonte: Sport Ilustrado

Ainda em 1951 participou da prova “24 Horas de Interlagos - Mercedes-Benz”, corrida monomarca onde todos correram com o modelo 170D, a diesel ou a gasolina, fez parceria com Antonio Eugenio Vettori. A largada foi às 16 horas de sábado e na 20ª volta Gino assumiu a liderança, mas no final da tarde ele capotou, sem se ferir, como o carro não tinha condições de continuar os mecânicos passaram seu motor para o carro da dupla gaúcha, Catharino Andreatta e Aristides Bertuol, que haviam fundido o motor na 11ª volta.
Já 1952 começou mal, quase não conseguiu participar da Quinta, seu carro precisava manutenção:
“A presença de Gino Bianco no Circuito da Quinta somente se tornou possível ante o gesto de esportividade e camaradagem de Credentino Marques, que autorizou-o a utilizar-se de peças de sua propriedade para que a máquina ficasse em condições de concorrer.” - Ultima Hora - 30/1/1952
No inicio desse ano ele teve 3 abandonos seguidos, inclusive no Circuito da Quinta da Boa Vista onde se acidentou com Pinheiros Pires.
“... desastre foi motivado pelo renhido duelo que na prova de carro de corrida travaram os corredores Gino Bianco (carro nº 18) e Pinheiros Pires (carro nº 4). Gino caminhava à frente e teve a passagem forçada por Pinheiro Pires numa das muitas curvas do percurso. Quando as máquinas, que produziam alta velocidade, se emparelharam deu-se o choque. O chão escorregadio fez com que a Talbot nº 4 rodopiasse sobre o asfalto e fosse colher um popular que se encontrava no meio fio. Os volantes patrícios nada sofreram. Contudo a vitima... de 30 anos faleceu no hospital do Pronto Socorro.” - Folha da Manhã - 5/2/1952
Gino passou por uma situação constrangedora, foi citado como um dos suspeitos da morte do bancário Afranio Arsenio de Lemos em 6 de abril, que era seu conhecido pois participara de provas de subida de montanha. Mas como já era famoso, a imprensa deu destaque, um repórter o procurou num bar no Posto 6 onde se reuniam os pilotos e o entrevistou sobre o caso:
“-... Pois bem, no dia que Afranio foi morto eu vim para aqui cedo. Sentei-me, aliás, minha senhora estava junto, e fiquei trocando idéias com os  amigos. Quando o já faladíssimo Citroen passou, todos nós o vimos. Apenas não demos maior importância, pois longe estávamos de supor o que de grave iria acontecer ... e somente pela leitura dos jornais viemos a ter noticia do crime.” - A Manhã - 16/4/1952
Esse crime ficou conhecido como “Crime do Sacopã” ou "Crime do Citroen Preto" mas a policia nem mesmo o chamou para esclarecimentos pois logo apareceu um suspeito que em julho foi condenado, o Tenente Bandeira, da Aeronáutica, que pegou 15 anos de prisão.
Mas foi nesse ano que acompanhando seu amigo Chico Landi foi à Europa para disputar a F1 pela Escuderia Bandeirantes. Sua primeira prova foi o “
V Gran Premio dell'Autodromo di Monza” de F2, com a participação da “nata” do automobilismo da época. Correu com uma Maserati A6GCM pintada de amarelo com as rodas verdes, cor do Brasil determinada pela FIA. Abandonou na 28ª volta de 35. Chico Landi também participou e também abandonou.
“O Grande Premio de Monza obedece a Formula 2 para carros de corrida sem compressor até 2.000cc, sendo disputado em duas provas de 220,5 Km cada.” - Diário de Noticias - 6/6/1952

Única foto localizada dele participando da F1
GP da Inglaterra 1952 - 18º colocado

Em julho finalmente estreou na Formula 1, “GP da Inglaterra” em Silverstone e fez o 28º tempo na classificação (haviam 32 inscritos) terminando a prova em 18º entre os 22 pilotos que concluíram, este foi seu melhor resultado na Fórmula 1. Depois abandonou os GP’s da Alemanha (motor quebrado na primeira volta), Holanda (quebra do câmbio) e Itália (novamente motor). Veja entrevista dele sobre sua ida à Europa (clique aqui).
Retornando ao Brasil participou em dezembro do Circuito da Gávea com mais um abandono, correu no lugar do português Vasco Sameiro e teve de abandonar por um principio de incêndio em seu carro.
“Vasco Sameiro, convidado pelo Automóvel Clube do Brasil para participar da Gávea não foi à pista ... Alegando não apresentar condições satisfatórias a máquina que lhe haviam oferecido.
A realização da prova veio dar razão à Sameiro, porquanto Gino Bianco que o substituiu ao volante da Maserati não foi além da 4ª volta...”
- O Globo -15/12/1952
“- Não estava funcionando o contagiros do carro, e, possivelmente ao tentar passar por Casini eu tivesse forçado um pouco a maquina... Foi pena porque, na pior das hipóteses eu esperava um segundo lugar.” Disse ao jornal depois da prova.
Em 1953 fez uma Subida de Montanha onde foi 2º lugar e depois de quase 3 meses participou  do “
II Circuito de Campinas” que devido às chuvas foi adiado para 4 de junho, uma quinta feira, na prova terminou em 3º lugar a 4 voltas de Chico Landi o vencedor. Ao término da prova Bianco, após receber a bandeirada, ao invés de completar mais uma volta parou o carro e entrou de marcha-a-ré nos boxes, foi punido por manobra irregular prevista no Código Esportivo, mas a pena foi uma multa de Cr$ 500,00 e uma advertência por escrito.
Ainda em 1953 sagrou-se tetracampeão de Subida de Montanha no Rio de Janeiro e também participou de mais duas provas, abandonando ambas, uma delas em comemoração ao cinquentenário do Grêmio em Porto Alegre (RS).
A Gávea de 1953 foi realizada em 3 de janeiro de 1954 e Gino após treinar com uma Ferrari esporte desistiu de participar pois segundo ele
“o carro não estava desenvolvendo velocidade satisfatória”, em sua vaga correu Cláudio Daniel Rodrigues, mas na corrida ele usou a Maserati de Pinheiro Pires que havia se classificado em 16º no grid, mas não passou da segunda volta, teve um pneu furado e bateu num paredão da Av. Niemeyer (veja aqui como foi o acidente), depois correu o “IV Circuito Automobilístico da Esplanada”, mas não concluiu, e foi esse seu ultimo ano competindo, estava com 38 anos. Vendeu sua Maserati já com quase 20 anos, mas sempre atualizada por ele que também era um excelente mecânico, para Armando Silva. Passou a se dedicar exclusivamente à oficina mecânica onde atendia muitos automobilistas, além de clientes comuns, ainda na sua Oficina Meridional.
Sete anos depois ele aceitou convite de Marcelo Lemos para correrem em dupla o “IV 500 Quilômetros de Interlagos” (curiosidade: Marcelo era sobrinho de Juscelino Kubitschek e tinha um cartório em Brasília), para tanto se inscreveu como co-piloto:
“- O proprietário da máquina não sou eu, mas sim Mauricio de Lemos, que será o piloto da nº 21” - Disse à Folha de São Paulo de 21/8/1961.
Largaram com uma Maserati 300S do 25º posto e chegaram em 8º lugar. Após essa prova Gino encerrou definitivamente sua carreira como piloto, aos 45 anos de idade.
Há uma citação de seu nome como se inscrevendo na prova “Cem Milhas de Kart”, mas acho que seu nome foi usado como chamariz, pois não estava na lista de inscritos e não participou.
Viveu no Rio de Janeiro na Rua Raul Pompéia até vir a falecer
em 8 de maio de 1984 no Hospital São Vicente de Paulo, com 68 anos, vitima de complicações no esôfago.

Vejam algumas entrevistas dele clicando a seguir: Parte 1 e Parte 2
 

Tabela de participações e resultados

Data

Prova/Circuito

Carro

Classif.

29/05/1938

Circuito da Gávea (RJ)

Bugatti/Chrysler

AB

29/10/1939

Circuito da Gávea (RJ)

Bugatti/Chrysler

AB

12/05/1940

Inauguração de Interlagos (SP)

Bugatti/Chrysler

AB

29/12/1940

Circuito da Gávea (RJ)

Fiat 519 Adaptado

AB

30/03/1941

Subida Rio-Petrópolis (RJ)

Fiat/Wanderer

22 a 29/06/41

Prova Presidente Getúlio Vargas (RJ/GO/SP/RJ)

Fiat 1.100

AB

28/09/1941

Circuito da Gávea (RJ)

Maserati

Não Alinhou

24/10/1943

Prova Interventor Fernando Costa - Interlagos (SP)

Delahaye Gasogênio

AB

06/02/1944

Subida Estrada Rio-Petrópolis

Delahaye Gasogênio

12º

07/05/1944

II Prova Interventor Fernando Costa (SP)

Delahaye Gasogênio

AB

23/07/1944

Prova Rio-Vassouras (RJ)

Delahaye Gasogênio

08/10/1944

Circuito da Amendoeira (RJ)

Delahaye Gasogênio

18/03/1945

Subida Estrada Rio-Petrópolis (RJ)

Fiat Gasogênio

AB

03/06/1945

III Prova Interventor Amaral Peixoto (RJ)

Fiat Gasogênio

AB

29/07/1945

Circuito de Macaé (RJ)                   

Fiat Gasogênio

AB

28/04/1946

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

AB

02/06/1946

Subida Estrada Rio-Petrópolis

Maserati

28/07/1946

GP da Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

N

15/12/1946

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

05/01/1947

GP Cidade de São Paulo - Interlagos (SP)

Maserati

30/03/1947

Circuito Internacional de Interlagos (SP)

Maserati

20/04/1947

Circuito da Gávea (RJ)

Maserati

AB

18/05/1947

GP Automobilístico Ademar de Barros (SP)

Maserati

31/08/1947

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

07/12/1947

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

28/02/1948

GP Lavoura - Interlagos (SP)

Maserati

21/03/1948

GP de São Paulo (SP)

Maserati

AB

11/04/1948

Corrida Internacional de São Paulo - Interlagos (SP)

Maserati

25/04/1948

Circuito da Gávea (RJ)

Maserati

04/07/1948

Circuito de Petrópolis (RJ)        

Maserati

19/09/1948

Prêmio Crônica Esportiva Paulista – Interlagos (SP)

Maserati

AB

03/10/1948

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

AB

07/11/1948

Subida do Ascurra (RJ)

Fiat - Cat. Turismo

12/12/1948

Circuito Pça. Paris (RJ)

Maserati

AB

03/07/1949

Prova Gov. Macedo Soares - Petrópolis (RJ)

Maserati

14/08/1949

GP Cidade de Belo Horizonte (MG)

Maserati

04/09/1949

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

08/09/1949

Subida de Canoas (RJ)

Maserati

25/09/1949

Subida da Gávea (RJ)

Maserati

02/10/1949

Subida de Joá (RJ)

Maserati

09/10/1949

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

30/04/1950

Premio Crônica Esportiva Paulista - Interlagos (SP)

Fiat - Cat. Turismo Força Livre

AB

03/09/1950

Subida de Canoas (RJ)

Maserati

17/09/1950

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

01/10/1950

Premio Silvio de Magalhães Padilha - Interlagos

Maserati

AB

15/10/1950

Subida da Gávea (RJ)

Maserati

22/10/1950

Subida de Joá (RJ)

Maserati

17/12/1950

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

25/01/1951

Premio Fundação Cidade de São Paulo - Interlagos

Maserati

22/04/1951

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

13/05/1951

GP Lucas Nogueira Garcez - Interlagos (SP)

Maserati

24/06/1951

Premio Darcy Vargas - Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

08/07/1951

Subida de Canoas (RJ)

Maserati

15/07/1951

Subida da Gávea (RJ)

Maserati

29/07/1951

Subida do Joá (RJ)

Maserati

11/08/1951

Subida Águas Férreas/Sta. Tereza (RJ)

Maserati

12/08/1951

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

18/08/1951

24 Horas de Interlagos - Mercedes Benz (SP)

MB 170D - c/Antonio E. Vettori

AB

13/01/1952

GP Cidade de São Paulo - Interlagos (SP)

Maserati

AB

20/01/1952

Circuito da Gávea (RJ)

Maserati

AB

03/02/1952

Circuito Quinta da Boa Vista (RJ)

Maserati

AB

08/06/1952

V Gran Premio dell'Autodromo di Monza - F2

Maserati A6GCM

AB

19/07/1952

GP da Inglaterra de F1 - Silverstone

Maserati A6GCM

18º

03/08/1952

GP da Alemanha de F1 - Nurburgring

Maserati A6GCM

AB

17/08/1952

GP da Holanda de F1- Zandvoort

Maserati A6GCM

AB

07/09/1952

GP da Itália de F1 - Monza

Maserati A6GCM

AB

14/12/1952

Circuito da Gávea (RJ)

Maserati

AB

15/03/1953

Subida de Teresópolis (RJ)

Maserati

04/06/1953

II Circuito de Campinas (SP)

Maserati

13/07/1953

Subida de Canoas (RJ)

Maserati

19/07/1953

Subida da Gávea (RJ)

Maserati

26/07/1953

Subida do Joá (RJ(

Maserati

09/08/1953

Subida da Tijuca (RJ)

Maserati

27/09/1953

Circuito do Maracanã (RJ)

Masaerati

AB

25/10/1953

Cinquentenário do Grêmio Porto-alegrense (RS)

Maserati

AB

04/01/1954

Circuito da Gávea de 1953 (RJ)

Maserati

AB

10/05/1954

Circuito Automobilístico da Esplanada (RJ)

Maserati

AB

09/10/1954

Circuito do Castelo (RJ)

Maserati

AB

07/09/1961

IV 500 Km de Interlagos (SP)

Maserati - c/Marcelo Lemos

500 Km de Interlagos/1961
Fonte: Folha de S.Paulo
Bugati/Crysler com que participou da Gávea dos Nacionais em 1938 - Fonte: O Globo Estado em que ficou seu carro após acidente em 1938 - Fonte: A Noite Decepção após acidente em 1939
Fonte: O Globo Sportivo

Fiat Adaptado durante treinos para Gávea de 1940
Fonte: O Globo

Seu Fiat após o acidente na Av. Bartolomeu Mitre
Fonte: O Globo Sportivo - 1940

1947 - Subida da Tijuca - 1º lugar
Fonte: A Noite

1948 - Após prova de subida de montanha deixa seu filho brincar ao volante
Fonte: Sport Ilustrado
Com o filho na Quinta da Boa Vista Fonte: Jornal dos Sports - 1950 Cumprimentando Chico Landi, Prêmio Darcy Vargas - Fonte: Ultima Hora - 1951 1951 - Subida  de Sta. Tereza
onte:Ultima Hora
Com esposa, filho e troféus em 1951
Fonte: Ultima Hora
Gávea de 1952
Fonte: Ultima Hora
Ultima Gávea, desistiu de correr com esse carro - Fonte: O Globo Fim de prova, Gávea de 53. corrida em 1954
Fonte: Revista da Semana

Colaboração:  Ricardo Cunha e Napoleão Ribeiro
As fotos, quando não citada a origem, foram copiadas da Internet e aparecem em mais de um site.

 

 

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