Um pouco das lendas e das histórias do automobilismo dos anos sessenta
 

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24 Horas de Interlagos - A História
 
 
 
 
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A história do inicio das corridas de 24 horas, no Brasil, tem duas datas: 21 de março de 1925, com a realização da “24 Horas do Jardim Europa” (veja aqui), e 18 de agosto de 1951 com a realização da “24 Horas de Interlagos Mercedes-Benz” (veja aqui) organizada pelo Automóvel Clube do Brasil e o recém fundado Auto Sport Clube.
Mas foi em 1960 que Wilson Fittipaldi e Eloy Gogliano como que vislumbrando um momento histórico naquele final da década de 50 e inicio dos anos 60, eles que haviam criado a “Mil Milhas Brasileiras” em 1956 destinada às carreteras e que já era um grande sucesso, perceberam, primeiro: que havendo 5 fábricas de automóveis instaladas no Brasil e 4 delas envolvidas nas competições automobilísticas, mas carentes de pistas de testes, pois as provas que se realizavam na época eram curtas e não davam um retorno técnico eficiente sobre a resistência dos veículos; segundo: que havia na França a tradicional prova “24 Heures du Mans”, em 1960 já em sua 28ª edição, começando a despertar interesse entre os pilotos brasileiros, em 1959 Christian Heins havia participado chegando em 3º na categoria Sport até 1500, e que em 1960 teria a participação de Fritz d’Orey com uma Ferrari 250 GT.
24 Horas de Interlagos foi uma prova automobilística de longa duração realizada no Autódromo José Carlos Pace, também conhecido como Autódromo de Interlagos, na cidade de São Paulo, nos anos de 1960/61/66 e 70.

Resultados:

1960
1.Álvaro Varanda/Aílton Varanda (FNM/JK) - 299 voltas
2.Chico Landi/Camillo Christófaro (FNM/JK) - 293 voltas
3.Carlo Lissoni/Luciano Della Porta (FNM/JK) - 293 voltas
4.Karl Iwers/Diogo Ellwanger (DKW Vemag) - 280 voltas
5.Waldemir Costa/Zoroastro Avon (Simca Chambord) - 280 voltas

1961
A segunda prova foi no ano seguinte em 3 e 4 de junho de 1961 com organização do Centauro Motor Clube e promoção da Radio Panamericana.
1.Chico Landi/Christian Heins (FNM/JK) - 308 voltas (102,166 km/h)
2.Álvaro Varanda/Eugenio Martins (FNM/JK) - 307 voltas
3.Camillo Christófaro/Jean Louis Lacerda (FNM/JK) - 307 voltas
4.Aílton Varanda/Mario Olivetti (FNM/JK) - 307 voltas
5.) Zoroastro Avon/Waldemir Costa (Simca) - 296 voltas

Depois dessa prova houve um intervalo de cinco anos.

1966
Novamente organizada pelo Centauro Motor Clube e promoção da Radio Panamericana aconteceu nos dias 28 e 29 de maio de 1966 mais uma edição da prova. Neste ano foram admitidos carros importados por causa da divergência CBA x ACB e as fábricas ameaçando não participar, o que acabou não acontecendo.
1.Emilio Zambello/Ubaldo Cesar Lolli (Alfa Giulia) - 302 voltas
2.Piero Gancia/Marivaldo Fernandes (Alfa Giulia) - 301 voltas
3.Carol Figueiredo/Francisco Lameirão (Renault R8)
4.Expedito Marazzi/Walter Hahn (Simca Rallye)
5.Emerson Fittipaldi/Lian Duarte (Renault 1093)
Clique aqui e veja filme dessa prova.

1970
Finalmente em 1970, ou seja, 4 anos depois, foi realizada a ultima edição da prova, em 23 e 24 de maio de 1970 outra vez organizada pelo Centauro Motor Clube, com promoção da Folha da Tarde e Radio e TV Bandeirantes.
1.Bird Clemente/Nilson Clemente (Opala) - 356 voltas
2.Emerson Maluf/Fausto Dabbur (VW sedã) - 350 voltas
3.Ugo Galina/Jayme Silva (FNM/JK 2000) - 350 voltas
4.Pedro V. de Lamare/Claudio Daniel Rodrigues Filho (Ford Corcel) 342 voltas
5.Emilio Zambello/Piero Gancia (FNM/JK 2000) - 342 voltas

Todas essa provas foram realizadas pelo circuito antigo de Interlagos.

24 HORAS DE INTERLAGOS - A HISTÓRIA

No livro é contada toda a história dessa prova, bastidores inclusive. Depoimentos de vários pilotos participantes.
Criada por Eloi Gogliano e Wilson Fittipaldi através do Centauro Motor Clube em 1960 e destinada a carros nacionais de qualquer marca nos parâmetros de nacionalização do GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística).
Foram realizadas apenas 4 edições dessa prova: a primeira em 1960, e a quarta e ultima em 1970, e todas pelo circuito antigo de Interlagos.
Apesar de ter sido uma prova criada e destinada a se tornar tão tradicional quanto sua homônima francesa, não foi o que aconteceu. Saiba por que lendo o livro.

Está a venda no site da Livraria Cultura, clique aqui, ou aqui no site da Editora Expressão e Arte.
Pode ser com o autor (prperalta@yahoo.com.br).  Preço: R$ 35,00 -
Com dedicatória (se preferir) e sem frete.

Acrescentada dia 01 de setembro de 2012
 
 

 


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