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Página acrescentada em 06 de janeiro de 2026.
 

Djalma Pessolato (Djalma Luciano Pessolato)

Nascimento:  1923  -  Falecimento:  24/11/1957

1951

Djalma Pessolato nasceu em 1923 em São Roque (SP), filho de José Pessolato e Anastacia Pereira da Silva Pessolato.
Era casado com Augusta Pereira da Silva Penha Pessolato. Tiveram uma filha, Lair.

Pouco se sabe sobre os primeiros anos de Djalma Pessolato no automobilismo, mas ele era um piloto promissor no circuito de Interlagos no final da década de 50, tanto que foi convidado por seu amigo, Camilo Christofaro, para dividir um carro na edição inaugural da "500 Quilômetros de Interlagos", em 1957. A prova seria disputada no circuito externo do circuito.

Levantei todas as corridas dele nos anos 50, que foi a década onde desenvolveu toda sua carreira.

Sua primeira prova, não sei se foi a de estréia, mas em 1950 essa foi a primeira: "I Prêmio Abnegados", já com uma carretera Ford conquistou o 5º lugar. Em 12 de novembro correu o "Premio Interlagos" onde abandonou por falha mecânica, e em 17 de dezembro a 3ª etapa do Campeonato Paulista de TFL, 6º lugar com a carretera nº 36.

Iniciando o ano de 1951, novamente o "Premio Interlagos", mas dessa vez só se inscreveu, não participou da prova, talvez só tenha participado dos treinos. Em 25 de janeiro o "I Premio Fundação da Cidade de São Paulo", mas capotou na 5ª volta, sem maiores consequencias.

1951 - Na prova Getulio Vargas

Em novembro uma prova de importância nacional, vieram diversos pilotos de outros estados, era a "II Prova Automobilística Getulio Vargas". Prova dividida em 4 etapas. Com um Ford V8 foi 16º na primeira etapa (S.Paulo/Uberaba); 10º na segunda etapa (Uberaba/B.Horizonte); 10º na terceira etapa (B.Horizonte/R.Janeiro) e 16º na quarta e ultima etapa (R.Janeiro/S.Paulo), o que lhe rendeu o 12º lugar na classificação final.

1956 - Carretera 52 de Luiz Valente

Em seguida, só em 1956, foi a vez da primeira edição da prova "Mil Milhas Brasileiras", criada por Wilson Fittipaldi e Eloy Gogliano, inspirados na Mille Miglia, para promover a indústria automotiva nacional, no Autódromo de Interlagos, correu em dupla com Luiz Valente na carretera Ford nº 54, de Valente, chegando em 15º lugar.

Só voltou a correr em 1957, quando participou de 2 provas do "Cinquentenário do ACB" e uma em Porto Alegre (RS) no famoso circuito da Pedra Redonda onde ficou em 11º lugar com a carretera ainda com motor 6 cilindros.
Em sua próxima prova, a quarta do Cinquentenário do ACB, em Interlagos, Djalma Pessolato, estreou o motor Corvette (V8) no seu carro, terminou em segundo lugar, atrás de Luiz Américo Margarido que também usava motor Corvette.

1957 - Camillo Especial”- 500 Km de Interlagos

Ai foi convidado por seu amigo de longa data, Camilo Christofaro, para dividir um carro na primeira edição do "500 Quilômetros de Interlagos", em 1957. A prova, foi disputada no veloz anel externo do circuito e aconteceu em 7 de setembro. Infelizmente a participação de Christofaro e Pessolato na prova foi curta, foram obrigados a abandonar após apenas de  sete voltas.

Camillo, nessa primeira edição da prova participou em dois carros, fez dupla com Djalma Pessolato em seu “Camillo Especial”, agora equipado com motor Corvette e também fez dupla com o tio, Chico Landi, no Perfect Cicle Especial. Mas ambos os carro abandonaram logo no inicio da prova: com 7 voltas (junta de cabeçote) e 4 voltas (incêndio devido à um curto-circuito). respectivamente.

Sua próxima prova foi a terceira prova do Cinquentenário do ACB, mas foi desclassificado logo na segunda volta, quando completouo circuito pelo anel externo. A prova era no circuito completo!

Apesar da experiência negativa do 500 Quilômetros, os dois competidores retomaram a parceria pilotando juntos um carro de turismo carretrera na segunda edição da Mil Milhas Brasileiras, em Interlagos (24 de novembro de 1957), dessa vez com a sua carretera nº 68.
Na 44ª volta, um acidente grave aconteceu, quando Djalma Pessolato que andava muito forte, em busca de recuperar a liderança da prova, ao entrar na pequena reta que antecede a curva 2, teve sua frente cortada por um cavalo que invadira a pista.
O piloto tentou desviar o seu carro e acabou batendo no barranco, precipitando-se pela depressão existente no local e capotando três vezes. Ele foi retirado ainda com vida e levado para o Hospital das Clínicas, onde acabou falecendo. Aos 34 anos de idade.

Apresentação dos carros Carro sendo examinado, dia seguinte Estado em que ficou o carro Visto de frente

Alguns outros acidentes foram causados por animais durante aquela mesma corrida; em um deles, o piloto Alfredo Santilli quase capotou após atropelar outro cavalo.

Cavalo atropelado por Santilli (acho eu) Carro de Alfredo Santilli, estado em que ficou

"- Eu estava liderando quando entreguei o carro ao Djalma Pessolato, meu parceiro de pilotagem nessa prova, e grande amigo. Ele completou umas três voltas quando apareceu um cavalo entre as Curvas Um e Dois. Para desviar, Djalma acabou batendo, morreu. Senti demais essa perda". (Camillo Christofaro)

Camillo comprou a carretera acidentada e em 1958 a recuperou e participou com ela de uma prova em Petrópolis (RJ) com vitória e outra em Porto Alegre (RS), que não concluiu.
“- Esse carro que o Pessolato morreu era um Chevrolet 39. Era dele, de uso, uma Chevrolet linda, super-nova, ele, o Djalma, fez a carretera, ele tinha loja na Rua Piratininga nº 200. Aí ele capotou e morreu, uma tragédia.” Relembra o amigo Caetano Damiani

1957 - Diario de Noticias
1957 1957 - Correio da Manhã - 19/12

Embora as circunstâncias do acidente fossem bastante claras, começaram a circular rumores sobre outros possíveis fatores que poderiam ter contribuído para a morte de Djalma Pessolato. Segundo esses rumores, o piloto teria sido envenenado pela esposa com uma substância que poderia ter afetado seu desempenho ao volante. Os dois, que tinham uma reunião marcada para discutir o iminente divórcio três dias depois, foram vistos discutindo acaloradamente pouco antes do início da corrida.
Buscando esclarecimentos, Antonio Pessolato, irmão de Djalma, providenciou a exumação do corpo para uma autópsia completa. Os resultados permanecem desconhecidos, mas presume-se que nenhuma evidência conclusiva de envenenamento tenha sido encontrada.

Djalma Pessolato está entre as personalidades do automobilismo que a cidade de São Paulo homenageou em 1968 batizando uma rua perto do Autódromo de Interlagos com seu nome.

 

TABELA DE PARTICIPAÇÕES E RESULTADOS  (Colaboração de Ricardo Cunha)

Data

Prova

Carro

Classificação

18/06/1950 I Prêmio Abnegados (Prova Capitão Vicente Saguas) - Interlagos/SP Carretera Ford 36 5º lugar
12/11/1950 Prêmio de Interlagos - Turismo (SP) Carretera Ford 36 AB
17/12/1950 III Etapa do Campeonato Paulista - TFL - Interlagos (SP) Carretera Ford 36 6º lugar
14/01/1951 Prêmio de Interlagos - Turismo (SP) Carretera Ford 55 INSCR.
25/01/1951 I Premio Fundação da Cidade de São Paulo - Interlagos (SP) Carretera Ford 55 AB
11 a 15/11/1951 II Prova Automobilística "Getulio Vargas"-
São Paulo/Uberaba/Belo Horizonte/Rio de Janeiro/São Paulo
Ford V8 36 12º lugar
24 e 25/11/1956 I Mil Milhas Brasileiras - Interlagos (SP) - c/Luiz Valente Ford V8 52 15º lugar
06/04/1957 II Prova Cinquentenário do ACB - Interlagos (SP) Carretera Chevrolet 72 5º lugar
23/06/1957 III Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos (SP) Carretera Chevrolet 41 2º lugar
14/07/1957 VIII Circuito de Pedra Redonda - POA (RS) Carretera Chevrolet 41 11º lugar
25/08/1957 IV Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos (SP) Carretera Chevrolet Corvette 41 2º lugar
07/09/1957 I 500 Quilômetros de Interlagos (SP) - c/Camillo Christofaro Camilo Corvette 18 23º lugar
19/10/1957 V Prova Cinqüentenário do ACB - Interlagos (SP) Carretera Chevrolet Corvette 41 Excluído
23 e 24/11/1957 II Mil Milhas Brasileiras - Interlagos (SP) - c/Camillo Christofaro Carretera Chevrolet Corvette 68 Acidente Fatal
  INSCR. significa que estava inscrito mas não participou por algum motivo  

 


 

  
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