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Página acrescentada em
12 de
janeiro de 2026.
Américo Cioffi nasceu em São Paulo em 25 de maio de 1922, no bairro de Santa Cecilia, em São Paulo, ffilho dos italianos: Francesco Cioffi e Angelina Maria Cioffi. (ou Martinagera). Era casado com Maria Aparecida, e tiveram dois ou três filhos, aqui uma informação conflitante, em um livro consultado diz que "esposa e três filhos estavam no autódromo"; em um blog uma sobrinha diz que os tios tiveram dois filhos.
Américo trabalhava com transportes, décadas organizando e
desenvolvendo empresas de transportes. Era o Diretor Superintendente
de Trafego na empresa da família, a "Favorita Transportes".
"Velho conhecedor dos segredos das estradas de todo o pais, as quais percorria constantemente, Américo não era porem um veterano de nossas pistas de corrida", mas sempre gostou e acompanhou o automobilismo. Até que em 1963, aos 41 anos de idade, resolveu participar como piloto de competição. O Automovel Clube Estadual de São Paulo (ACESP) organizou no dia 13 de outubro de 1963 a prova “Cem Milhas de Interlagos”, prova destinada aos carros do Grupo III do Anexo J da FIA, e programaram também uma prova preliminar destinada aos pilotos estreantes e novatos, disputada na manhã do domingo, com a participação de 20 carros e que recebeu o nome de "Prêmio Christian Heins", em homenagem ao campeão brasileiro falecido em Le Mans. Américo participou dessa prova com um VW Sedan e não se saiu mal, foi o 8º colocado. Em 1963, Christian "Bino" Heins já consagrado como piloto e chefe de equipe, recebeu convite para participar da famosa “24 Horas de Le Mans” com um Alpine M63 Renault oficial da Equipe Alpine, mas uma fatalidade aconteceu e Christian faleceu num acidente durante a corrida.
Abrindo a temporada automobilística paulista de 1964, a Associação
Paulista de Volantes de Competição (APVC) organizou um evento, que
foi dividido em duas datas com o nome de “Prêmio Rogê Ferreira”, uma homenagem ao presidente do
Conselho Nacional do Desporto (CND).
Aproximadamente um mês depois se inscreveu na prova "Premio
Constantino Cury", novamente na categoria Turismo Força Livre.
Dois meses e pouco
depois, se inscreveu na prova "GP da Democracia", novamente com a
Carretera Chevrolet nº 14 de Ivo Rizardi, e novamente não largou.
Não há nenhuma notícia do porque não largou e nem se pelo menos
treinou. Dois meses e meio depois se inscreveu na 1ª edição da "250 Milhas de Interlagos" com um Maserati monoposto equipado com motor Studebaker de Zé Peixinho.
"Antes da largada, Cioffi estava muito nervoso, e cometeu o erro de tomar um calmante". Isso está em diversos sites e mesmo em jornais da época, mas não é verdade, a foto mostra Affonso De Angelis que servia isotônico, tipo dextrosol. Sempre fazia esse trabalho em praticamente todas as provas em Interlagos, ele era fisioterapeuta e dono da "OXIGÊNIO DE ANGELIS". Não era era calmante.
Tratava-se de uma prova de Mecânica Nacional e Sport Internacional, realizada no pouco utilizado circuito externo de Interlagos, um traçado de alta velocidade que incluía as Curvas 1, 2, 3 e a Subida dos Boxes. A notoriamente difícil Curva 3, também conhecida como “Bacião”, devido à sua topografia, localizada no final do "Retão", com cerca de 900 metros de extensão. Embora fosse mais lenta que as Curvas 1 e 2, por ser mais fechada e mais longa, possuía pouca área de escape para proteger os pilotos de uma depressão profunda na parte externa da curva. Cioffi era um piloto relativamente inexperiente e demonstrava nervosismo antes da largada. Então,na volta 71, ocupando a quarta colocação, Américo Cioffi, um novato que tinha participado apenas de quatro corridas, todas com carros de turismo, e que dessa vez pilotava um carro monoposto,de maior potência, antigo e de difícil pilotagem, perdeu o controle em alta velocidade no final do Retão e saiu da pista na Curva 3. O carro capotou diversas vezes, com o piloto atirado fora do carro (naquele tempo não se usava cinto de segurança), caiu de um lado com as quatro rodas para cima e de outro o corpo do piloto. Mas a corrida continuou. Camillo Christofaro abandonou logo em seguida, enquanto Roberto Gallucci liderava com tranquilidade, restando a disputa pelo segundo lugar entre Ubaldo Lolli e Luiz Valente.
A presença desse piloto nesse carro, era uma irresponsabilidade dos organizadores que, na época, não criavam obstáculos para que pilotos iniciantes assumissem a condução desse tipo de carro. Nunca foi esclarecido porque ele pendeu o controle, falha dele ou mecânica ??
Américo Cioffi está entre as personalidades do automobilismo que a cidade de São Paulo homenageou em 1968 batizando uma rua perto do circuito de Interlagos com seu nome.
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