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Sem data,
talvez 1941 |
- Nasceu em 1905 em Campo
do Meio (MG).
- Foi casado com Dna. Rosa
Soares Rocha e tiveram 3 filhos, dois meninos e uma menina.
Casou provavelmente por volta de 1928, primeiro filho nasceu em
1929.
Participou em 1941, com 36
anos e já tendo dois filhos, do "I GP Getulio Vargas", cujo
percurso seria por estradas e dividido em sete etapas:
Rio de Janeiro/Belo Horizonte/Uberaba/Goiânia/Barretos/Poços de
Caldas/São Paulo/Rio de Janeiro. Fez o percurso com um carro
Ford V8 carretera, foi bem em quase todas as etapas e terminou
em 13º lugar na classificação final, uma ótima classificação
para um novato.
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1942 -
GP Governador Valadares |
Continuou sua vida e em
1942 nasceu a filha caçula e ele agora com três filhos e
37 anos de idade. participou do "GP Governador Valadares" no
Circuito da Pampulha em Belo Horizonte (MG) com um Ford adaptado
(carro de fórmula), não consegui a classificação, mas foi acima
de 5º.
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1944 -
Formandos Aero Clube |
Foi para Belo Horizonte em 1943 ou 44 para tirar o brevê de
piloto aeronáutico.
Depois foi trabalhar como aviador civil do Ministério da
Agricultura e desempenhava suas funções no Fomento Agrícola em
Belo Horizonte, provavelmente até falecer no acidente em 1949.
Só voltou a participar de corridas aos 39 anos de idade, em
1944, mesmo ano em que tirou seu brevê de piloto aeronáutico no
Aeroclube de Dores do Indaiá.
Em 1944 foi realizado o "I
Prêmio Cidade de Belo Horizonte" no Circuito da Pampulha em Belo
Horizonte (MG), ele se inscreveu e participou com um Ford
V8, adaptado para usar Gasogenio como combustível, era época de
racionamento devido a II Guerra Mundial. Terminou em 8º lugar.
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1948 -
Bairro Calabouço - O Jornal (13/04/48) |
Achei noticia dele
representando o Aeroclube de Minas Gerais em uma solenidade de
entrega e batismo de 5 novos aviões de treinamento
promovida pela Campanha Nacional de Aviação, no Calabouço (atual
Aeroporto Santos Dumont), noticia dada no O Jornal (RJ) do dia
13/04/1948.
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Otacilio
Rocha na prova fatídica |
Só voltou a competir em
1949, já com 44 anos e com a família se opondo a que
participasse da prova.
Para participar comprou um carro três dias antes da prova por 10
mil cruzeiros, era um carro Hudson adaptado (carro de fórmula),
e a prova era o "I GP Cidade de Belo Horizonte" no Circuito da
Pampulha em Belo Horizonte (MG). E foi nessa prova que se
acidentou mortamente.
"A
prova reunirá os ases do automobilismo brasileiro, entre os
quais o campeão
Chico
Landi,
Henrique Casini, Anuar de Gois Daquer, Rubem Abrunhosa e
Gino Bianco (...) A realização da prova está despertando o mais
vivo interesse. Há tempos que não se realiza uma competição de
tal vulto na capital mineira e, por esse motivo espera-se que
numerosa assistência compareça ao circuito da Pampulha”.
(Folha da Manhã - 13/08/1949)
A
prova foi marcada para o dia 14 de agosto e contou com 21
carros no grid de largada para realizarem 10 voltas pelo circuito
de aproximadamente 20 quilômetros e contou com a presença do
prefeito, Dr. Otácilio Negrão de Lima.
“A
largada teve lugar às 14h, tomando logo a dianteira do pelotão o
volante português Antonio Fernandes. Entretanto o nacional
Francisco Landi a uns 500 metros depois assumiu a frente do mesmo,
mantendo-se esta até a 8ª volta quando a mesma foi interrompida (...)” (Jornal do
Brasil - 16/08/1949)
Pouco
depois, quando transcorria a quarta volta ocorreu mais um acidente
grave, desta vez com o piloto mineiro Otacílio Rocha (havia
participado, entre outros, do GP Getulio Vargas em 1941) que
perdeu a direção, subiu no meio fio e bateu num poste, vindo a
falecer. Neste acidente ficou também ferido um Guarda-Civil com
alguma gravidade, além de algumas pessoas
sem nenhuma gravidade.
“Ao
completar a 3ª volta, tentou passar a frente de
Raphael Gargiulo,
tendo então perdido a direção e se projetado de encontro a um
poste, resultando do desastre perder a vida com fratura na base do
craneo”.
(Jornal do
Brasil - 16/08/1949)
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Grid de
largada - Internet |
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O estado
do carro acidentado |
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Detalhe
do carro - Revista O Cruzeiro |
O corpo
caído ao lado do carro - Revista O Cruzeiro |
A matéria da
Folha da Manhã é mais confiável, pois teve um
repórter no local e uma matéria muito mais ampla e detalhada,
dizia:
“Cumpria-se
a quarta volta da corrida e, pela curva próxima do “box” passavam
o mineiro Otacílio Rocha por dentro e o carioca
Gino Bianco por
fora. Ambos iam em grande velocidade. O mineiro entrou muito e
bateu no meio fio. O carro subiu para o passeio, onde se
encontravam postadas dezenas de pessoas. Houve um desvio rápido
do volante e o carro chocou-se contra um poste de iluminação pública,
derrubando-o. Otacílio Rocha foi atingido em cheio pelo poste e
ficou gravemente ferido. Quando era encaminhado para o hospital, não
resistindo aos ferimentos que recebeu na cabeça, faleceu na ambulância (...)
no acidente ficou ferido um guarda-civil que se encontrava de
serviço no local (...) ficaram ainda feridas algumas pessoas, porém
sem nenhuma gravidade. Essas,
quando se deu o acidente, procuraram fugir do local, ferindo-se
então na correria”.
(Folha da Manhã -
16/08/1949)
A
prova prevista para 10 voltas não chegou ao seu
final. O chefe de polícia, Campos Cristo, ficou muito
impressionado com os dois acidentes e mais ainda com a multidão
que fugia ao controle e começava a invadir a pista na ânsia de
ver mais de perto a disputa, e então antes do inicio da 8ª volta
determinou que fosse interrompida,
Manuel de Teffé, presidente da
Comissão Esportiva do Automóvel Clube do Brasil e Pedro
Santalucia, superintendente de pista acataram a determinação e
deram a bandeirada ao fim da volta. Ficou
então
a prova reduzida em 2 voltas, mas teve seu resultado validado.
“...
Campos Cristo
afirmou
que assim procedera porque encontrava-se o publico sem garantias,
o mesmo ocorrendo com os corredores, pois os assistentes
constantemente atravessavam a pista”.
(Jornal da Manhã - 16/08/1949)
Otacilio
faleceu com 44 anos de idade e seu corpo foi enviado para Campo
do Meio (MG) a pedido da mãe, que lá morava.
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A família em foto de uns 2 anos antes da prova que
terminou em tragédia.
Otacílio ao lado do
primeiro filho e a sua frente o segundo, a caçula e
a esposa. O outro não sei quem é. |
Isso foi tudo que
consegui levantar, se alguém puder colaborar eu e os leitores
agradeceremos.